{"id":4465,"date":"2024-10-22T20:00:57","date_gmt":"2024-10-22T20:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cltweb.org\/biblioteca-de-recursos\/entrevistas\/garantia-dos-direitos-a-terra-clts-em-assentamentos-informais-2020\/"},"modified":"2024-10-22T20:46:48","modified_gmt":"2024-10-22T20:46:48","slug":"garantia-dos-direitos-a-terra-clts-em-assentamentos-informais-2020","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.cltweb.org\/pt-br\/biblioteca-de-recursos\/entrevistas\/garantia-dos-direitos-a-terra-clts-em-assentamentos-informais-2020\/","title":{"rendered":"Garantia dos direitos \u00e0 terra: CLTs em assentamentos informais (2020)"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 29 de outubro de 2020, <strong><a href=\"https:\/\/world-habitat.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Habitat Mundial<\/a><\/strong> apresentou um painel de discuss\u00e3o com foco no papel do fundo comunit\u00e1rio de terras na garantia dos direitos \u00e0 terra para os moradores de assentamentos informais. Entre <strong>os participantes do painel<\/strong> estavam: Mariolga Juli\u00e1 Pacheco e Don Jos\u00e9 Caraballo, do CLT Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, Porto Rico; Theresa Williamson, do CLT Favela \/ Comunidades Catalisadoras, Brasil; e Khalid Hussain e Rabeya Rahman, do Community-Led Development of the Urdu-Speaking Bihari Camps, Bangladesh. O moderador foi Line Algoed, do Center for CLT Innovation (e co-editor <em>do On Common Ground: International Perspectives of Community Land Trusts). <\/em>A anfitri\u00e3 foi Mariangela Veronesi, l\u00edder do programa, Global Community-led Housing, World Habitat. <\/p>\n\n<p><strong>[Mariangela]<\/strong>  Ol\u00e1 a todos e bem-vindos ao webinar de hoje. Meu nome \u00e9 Mariangela Veronesi e sou l\u00edder do programa Habitat Mundial para o programa Global Community-led Housing, e serei a anfitri\u00e3 de voc\u00eas hoje. Agrade\u00e7o a presen\u00e7a de voc\u00eas em nossa sess\u00e3o sobre fundos fiduci\u00e1rios comunit\u00e1rios em assentamentos informais, na qual reunimos representantes de tr\u00eas projetos excepcionais que est\u00e3o liderando o caminho para a cria\u00e7\u00e3o de modelos sustent\u00e1veis liderados por pessoas em algumas das \u00e1reas do mundo onde isso pode ter o maior impacto. Apenas para mencionar que esta \u00e9 uma sess\u00e3o gravada, portanto, para aqueles que n\u00e3o est\u00e3o familiarizados com o modelo de fundo comunit\u00e1rio de terras ou com o contexto de assentamentos informais, exploraremos e explicaremos tudo isso em breve, mas antes de entrarmos no assunto, gostaria de dizer algumas palavras sobre quem somos aqui na World Habitat e por que estamos interessados em compartilhar hist\u00f3rias e li\u00e7\u00f5es como as apresentadas aqui.   <\/p>\n\n<p>A World Habitat \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o beneficente global de moradia. Estamos sediados no Reino Unido, mas trabalhamos internacionalmente e, quando se trata de moradia, encontramos apoio, compartilhamos e celebramos as ideias e a\u00e7\u00f5es que t\u00eam um impacto extremamente positivo sobre os indiv\u00edduos, as fam\u00edlias e as comunidades. E como parte de nosso trabalho, temos um programa espec\u00edfico dedicado \u00e0 habita\u00e7\u00e3o liderada pela comunidade. E, por moradia liderada pela comunidade, usamos esse termo como um guarda-chuva para indicar moradias organizadas e entregues por seus residentes, incluindo fundos de terras comunit\u00e1rios, cooperativas habitacionais, projetos habitacionais de autoajuda e assim por diante. Trabalhamos de v\u00e1rias maneiras, inclusive por meio da capacita\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento de projetos, mas tamb\u00e9m por meio de uma s\u00e9rie de trocas de conhecimento, incluindo oportunidades de aprendizado entre colegas, como esta, por exemplo. E nesse campo, n\u00e3o atuamos isoladamente. De fato, a World Habitat \u00e9 uma das parceiras da CoHabitat Network, uma rede que re\u00fane organiza\u00e7\u00f5es de moradia lideradas pela comunidade e seus aliados de todo o mundo que trabalham para garantir moradia por meio de solu\u00e7\u00f5es coletivas e n\u00e3o especulativas lideradas por pessoas. Neste m\u00eas, a CoHabitat Network liderou uma campanha como parte do #UrbanOctober, que voc\u00ea pode acompanhar por meio da hashtag #CoHabitatNetwork, na qual compartilhamos li\u00e7\u00f5es de projetos, mas tamb\u00e9m ferramentas relevantes, eventos e maneiras de se conectar em torno de moradias lideradas pela comunidade.       <\/p>\n\n<p>Portanto, na World Habitat, quer\u00edamos aproveitar essa oportunidade durante o #UrbanOctober para reunir algumas das experi\u00eancias de tr\u00eas projetos com os quais trabalhamos atualmente ou com os quais j\u00e1 trabalhamos no passado, que consideramos simplesmente incr\u00edveis e que temos muito a dizer sobre como os projetos liderados por residentes podem realmente criar solu\u00e7\u00f5es de longo prazo para assentamentos informais. Faremos um tweet ao vivo sobre o evento em #CoHabitatNetwork, portanto, fique \u00e0 vontade para se juntar a n\u00f3s dessa forma, mas tamb\u00e9m aproveite ao m\u00e1ximo nossa fun\u00e7\u00e3o de bate-papo, fique \u00e0 vontade para dizer ol\u00e1 e se apresentar e n\u00e3o hesite em fazer perguntas. Certo, ent\u00e3o acho que isso \u00e9 o suficiente para mim, al\u00e9m de apresentar a voc\u00eas a Line, que \u00e9 a nossa moderadora de hoje. Line Algoed \u00e9 pesquisadora do Cosmopolis &#8211; Centro de Pesquisa Urbana em Bruxelas e tamb\u00e9m \u00e9 associada ao Centro de Inova\u00e7\u00e3o CLT e coeditora do livro <em>&#8220;On Common Ground: International Perspectives on the Community Land Trust&#8221;<\/em>, sobre o qual falaremos um pouco mais adiante. E, na verdade, todas as organiza\u00e7\u00f5es neste webinar t\u00eam muita sorte de ter trabalhado com Line, de uma forma ou de outra, no passado, j\u00e1 que ela foi colega aqui na World Habitat e tamb\u00e9m trabalhou para organizar interc\u00e2mbios entre colegas enquanto estava em Porto Rico com o CLT Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, onde tamb\u00e9m conheceu os representantes do Brasil e de Bangladesh que est\u00e3o presentes aqui hoje. Ent\u00e3o, vamos a voc\u00ea, Line, e muito obrigada por moderar esta sess\u00e3o.     <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Ent\u00e3o, conosco hoje est\u00e1 Mariolga Juli\u00e1 Pacheco, do Community Land Trust na \u00e1rea de Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, em San Juan, Porto Rico. Tamb\u00e9m dever\u00edamos ter tido Don Jos\u00e9 Caraballo conosco hoje, que \u00e9 residente do Community Land Trust em San Juan, Porto Rico, mas infelizmente ele n\u00e3o p\u00f4de estar conosco hoje. Mas o CLT, o Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a Community Land Trust, realmente provou, desde sua cria\u00e7\u00e3o h\u00e1 cerca de 15 anos, que um CLT pode ajudar a enfrentar os diversos desafios que os residentes que vivem em condi\u00e7\u00f5es de informalidade enfrentam hoje. Assim, o Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a Community Land Trust ganhou, com raz\u00e3o, o World Habitat Awards em 2015, que foi apresentado pela ONU-Habitat e pela World Habitat (a organizadora do webinar de hoje), e a conquista desse pr\u00eamio tamb\u00e9m acelerou a aten\u00e7\u00e3o internacional que as comunidades do Ca\u00f1o estavam recebendo por seu trabalho. E acho que esse tamb\u00e9m foi o motivo pelo qual a Catalytic Communities entrou em contato com o CLT do Ca\u00f1o, j\u00e1 que a Catalytic Communities vem trabalhando h\u00e1 anos no potencial dos CLTs nas favelas do Rio de Janeiro para garantir os direitos \u00e0 terra e lutar contra a gentrifica\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ocorrendo em um ritmo muito r\u00e1pido em muitas comunidades no Brasil. A Catalytic Communities est\u00e1 representada neste webinar pela Dra. Theresa Williamson. E outras organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias tamb\u00e9m est\u00e3o analisando exatamente esse mesmo mecanismo que \u00e9 o CLT, como a ONG Council of Minorities in Bangladesh, que est\u00e1 procurando aplicar os princ\u00edpios do CLT nos campos Bihari de l\u00edngua urdu para garantir os direitos \u00e0 terra e ajudar os residentes a formalizar esse campo de refugiados. Assim, as comunidades Bihari de Bangladesh est\u00e3o hoje representadas neste webinar por Khalid Hussain e Rabeya Rahman. Como disse Mariangela, todos n\u00f3s estivemos juntos em um interc\u00e2mbio internacional de colegas que organizamos em San Juan, Porto Rico, no ano passado, e \u00e9 realmente \u00f3timo ver todos novamente, embora agora estejamos atr\u00e1s da tela.        <\/p>\n\n<p>Portanto, antes de iniciarmos este webinar, gostaria de &#8211; e antes de apresentar nossos palestrantes com mais detalhes &#8211; gostaria de repassar rapidamente alguns dos principais conceitos que discutiremos hoje para que todos saibam do que estamos falando.<\/p>\n\n<p>Em primeiro lugar, acho importante entendermos o que queremos dizer com assentamentos informais, pois esse \u00e9 um termo usado com muita frequ\u00eancia, mas acho que precisa ser esclarecido antes de realmente come\u00e7armos a falar sobre ele. Portanto, quando falamos de assentamentos informais, estamos nos referindo aos bairros em que os residentes constru\u00edram suas casas em \u00e1reas comuns, em terrenos dos quais n\u00e3o t\u00eam propriedade legal e nos quais continuam a viver at\u00e9 hoje. Muitos desses assentamentos existem h\u00e1 v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es e, com o passar do tempo, tornaram-se mais consolidados, de modo que o estoque de constru\u00e7\u00f5es, os la\u00e7os comunit\u00e1rios e o modo de vida se tornaram realmente estabelecidos, mesmo que a posse da terra pelos moradores tenha permanecido prec\u00e1ria. Ou seja, seu direito legal de ocupar as terras sob suas casas permaneceu informal. Portanto, a regulariza\u00e7\u00e3o realmente se torna um objetivo primordial nessas \u00e1reas e, com regulariza\u00e7\u00e3o, queremos dizer o processo para garantir legalmente a ocupa\u00e7\u00e3o e o uso das terras em que as pessoas vivem.    <\/p>\n\n<p>Espero que voc\u00ea possa ver os slides que acabei de preparar &#8211; alguns slides apenas para deixar claro do que estamos falando, porque eu tamb\u00e9m gostaria de discutir rapidamente o que queremos dizer com Community Land Trust. Esse \u00e9 outro dos termos que usamos com frequ\u00eancia. Sim, h\u00e1 outros slides. Voc\u00ea est\u00e1 \u00f3timo. Em poucas palavras muito simples &#8211; em &#8220;arroz y habichuelas&#8221;, ou na linguagem do arroz e feij\u00e3o, como se diz em Porto Rico: a casa, em um Community Land Trust, a casa \u00e9 sua. Mas a terra pertence a todos. E, portanto, as terras n\u00e3o podem ser vendidas. Neste outro slide, vemos que, de fato, em um CLT, o funcionamento \u00e9 que o t\u00edtulo de v\u00e1rias parcelas de terra est\u00e3o espalhadas em uma determinada \u00e1rea e esse t\u00edtulo \u00e9 mantido por uma \u00fanica corpora\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos: o trust. Trata-se de uma organiza\u00e7\u00e3o. E esses terrenos nunca s\u00e3o revendidos. Elas s\u00e3o permanentemente removidas do mercado e s\u00e3o gerenciadas em nome de uma comunidade local. Assim, o propriet\u00e1rio de terras sem fins lucrativos, que \u00e9 o Community Land Trust, tem uma associa\u00e7\u00e3o aberta a qualquer pessoa que viva na \u00e1rea de servi\u00e7o da organiza\u00e7\u00e3o. O conselho administrativo dessa organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 eleito pelos associados e, normalmente, representa tr\u00eas grupos. Em primeiro lugar, as pessoas que vivem nas terras do CLT: os arrendat\u00e1rios das terras. O segundo grupo \u00e9 formado por residentes da \u00e1rea de servi\u00e7o do CLT que n\u00e3o moram nas terras do CLT, mas t\u00eam interesse na \u00e1rea. E, em terceiro lugar, est\u00e3o as pessoas que representam o interesse p\u00fablico.               <\/p>\n\n<p>Ent\u00e3o, por que os moradores de assentamentos informais come\u00e7aram a olhar para os CLTs? Cada um de nossos palestrantes, \u00e9 claro, discutir\u00e1 isso com mais detalhes hoje, mas eu gostaria apenas de listar algumas dessas necessidades aqui e explicar um pouco melhor por que estamos falando sobre o potencial dos CLTs em assentamentos informais. Os CLTs podem ajudar a garantir o direito \u00e0 terra &#8211; \u00e9 disso que estamos falando hoje &#8211; e isso foi comprovado pelo Ca\u00f1o Community Land Trust. Esses direitos \u00e0 terra podem tornar esses bairros menos prec\u00e1rios e, portanto, menos propensos a despejos for\u00e7ados pelo poder dos governos. Algumas dessas terras, com o tempo, podem ter se tornado muito estrat\u00e9gicas, muito desej\u00e1veis para as pessoas que querem especular com terras. Definitivamente, esse \u00e9 o caso das terras das tr\u00eas \u00e1reas que est\u00e3o aqui conosco neste webinar hoje. Portanto, em Bangladesh isso est\u00e1 acontecendo, em Porto Rico isso est\u00e1 acontecendo e no Brasil isso est\u00e1 acontecendo. Muitos moradores desses lugares t\u00eam recusado os esfor\u00e7os do governo para conceder t\u00edtulos de terra individuais aos moradores que vivem informalmente nessas \u00e1reas, porque os moradores suspeitam que esses t\u00edtulos de terra s\u00e3o apenas mais uma ferramenta para adicionar suas terras &#8211; suas terras muito estrat\u00e9gicas &#8211; a um mercado de terras muito hostil que acabar\u00e1 deslocando os moradores de baixa renda. Portanto, esses moradores come\u00e7aram a procurar mecanismos alternativos. Para finalizar, gostaria de salientar que os CLTs nesses assentamentos informais assumem uma forma muito diferente dos CLTs nas cidades dos EUA, por exemplo, onde vemos muitos Community Land Trusts, ou no Reino Unido, onde tamb\u00e9m h\u00e1 muitos Community Land Trust, ou na Europa &#8211; menos, mas definitivamente come\u00e7ando. Em bairros informalmente estabelecidos, j\u00e1 existem moradias e as pessoas que vivem nessas moradias talvez j\u00e1 tenham um certo senso de propriedade sobre a terra, devido aos muitos anos em que viveram nessas terras. Nas cidades do &#8220;Norte Global&#8221;, como dizemos, a maioria dos CLTs construir\u00e1 novas moradias do zero e, portanto, tamb\u00e9m criar\u00e1 novas comunidades. Mas nos lugares que estamos discutindo hoje, essas comunidades j\u00e1 existem. E os fortes la\u00e7os comunit\u00e1rios e a forte organiza\u00e7\u00e3o da comunidade ter\u00e3o surgido antes da cria\u00e7\u00e3o de um CLT. Mas deixe-me parar por aqui. \u00c9 claro que queremos ouvir as pessoas que est\u00e3o trabalhando diariamente para fazer com que esses CLTs funcionem, ou as pessoas que est\u00e3o trabalhando para criar esses sistemas de posse de terras de acordo com os princ\u00edpios dos CLTs, ou seja: terras mantidas em comum para o bem comum da comunidade em seus bairros. Tenho o prazer de apresentar a voc\u00ea hoje os palestrantes deste webinar. Espero que voc\u00ea tamb\u00e9m tenha um slide disso. Excelente! Ent\u00e3o, de Bangladesh, Khalid Hussain e Rabeya Rahman est\u00e3o conosco hoje. Khalid \u00e9 o fundador do Council of Minorities, uma ONG que trabalha com a comunidade bihari em Bangladesh e est\u00e1 tentando garantir uma s\u00e9rie de direitos nos campos de refugiados bihari, incluindo documenta\u00e7\u00e3o de cidadania, melhoria e regulariza\u00e7\u00e3o desses campos. Tamb\u00e9m est\u00e1 conosco hoje Rabeya, que \u00e9 a arquiteta do projeto de desenvolvimento comunit\u00e1rio dos campos Bihari.                     Do Brasil, temos a presen\u00e7a da Dra. Theresa Williamson, diretora da ONG Catalytic Communities, sediada no Rio de Janeiro, que \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 liderando um esfor\u00e7o coletivo para estabelecer Community Land Trusts em diferentes comunidades de favelas no Rio de Janeiro, Brasil, a fim de combater despejos e deslocamentos for\u00e7ados devido \u00e0 gentrifica\u00e7\u00e3o que ocorre nessas comunidades. E, por fim, do Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a Community Land Trust em San Juan, Porto Rico, temos Mariolga, que \u00e9 diretora de participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria no projeto Enlace, que \u00e9 uma empresa p\u00fablica encarregada de implementar o plano de desenvolvimento abrangente da comunidade. Esses s\u00e3o os nossos palestrantes. Sugiro que voc\u00ea comece com a primeira pergunta. Vou dar a cada um cinco minutos e pe\u00e7o desculpas por ser muito rigoroso, caso contr\u00e1rio, corremos o risco de ficar sem tempo neste webinar. Mas, primeiro, vamos tentar entender um pouco mais sobre o contexto desses lugares. Cada um de voc\u00eas pode explicar os conceitos no contexto em que cada projeto est\u00e1 inserido? Gostaria de come\u00e7ar com o Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a Community Land Trust. Mariolga &#8211; voc\u00ea pode falar um pouco mais sobre o contexto?        <\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Primeiramente, gostaria de cumprimentar a todos que participaram do webinar. \u00c9 \u00f3timo encontrar todos ao redor da tela. Concordamos com Line &#8211; preferir\u00edamos nos ver pessoalmente, mas essa \u00e9 a nova realidade, e temos que lidar com ela. Em termos do contexto do projeto que as comunidades constru\u00edram nos \u00faltimos 15 anos, a primeira coisa \u00e9 que somos oito comunidades em torno de um corpo de \u00e1gua danificado chamado Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, que fica entre a cidade, como voc\u00ea pode ver na imagem, e estamos logo atr\u00e1s da zona tur\u00edstica. Somos vizinhos do aeroporto internacional, do distrito financeiro de Porto Rico e tamb\u00e9m da ba\u00eda de San Juan. E somos o corpo de \u00e1gua mais importante do estu\u00e1rio da ba\u00eda de San Juan de Porto Rico, de San Juan. Portanto, ele tem uma relev\u00e2ncia muito importante em termos ecol\u00f3gicos e de mudan\u00e7a clim\u00e1tica que estamos enfrentando em todo o mundo, especialmente em San Juan, porque essas comunidades foram constru\u00eddas sobre o mangue. Algumas delas t\u00eam mais de 100 anos, outras t\u00eam 80 anos de constru\u00e7\u00e3o e assim por diante. Elas foram constru\u00eddas informalmente, como voc\u00ea apresentou no in\u00edcio do webinar. A maioria delas, sete delas, foi constru\u00edda informalmente porque houve um processo de migra\u00e7\u00e3o em Porto Rico. As pessoas vieram da \u00e1rea rural para a \u00e1rea urbana de San Juan em busca de trabalho e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Portanto, nosso povo tem uma mem\u00f3ria coletiva e uma hist\u00f3ria sobre deslocamentos, pois a maioria deles foi deslocada em algum momento de suas vidas ou seus pais foram deslocados de outras comunidades que tamb\u00e9m foram constru\u00eddas informalmente em San Juan. Assim, quando todo o processo de planejamento em 2001 para a dragagem e as diferentes infraestruturas que precisavam ser feitas, a comunidade come\u00e7ou &#8211; as pessoas come\u00e7aram a fazer uma pergunta fundamental: para quem ser\u00e1 a dragagem? Como somos vizinhos do distrito financeiro, estamos em uma zona privilegiada de San Juan. Portanto, estaremos em um alto risco de desaparecer eventualmente. Ent\u00e3o, eles come\u00e7aram a fazer a pergunta: como podemos nos proteger? e, nesse ponto, o processo de planejamento deu uma guinada e passou a examinar a situa\u00e7\u00e3o da terra. Principalmente porque a maioria das terras era do governo. A maioria das terras. Havia realmente <wpcodeself wptype=\"\"> tr\u00eas ou quatro terrenos particulares, terrenos grandes. Ent\u00e3o, as pessoas come\u00e7aram a dizer: &#8220;Ah, sim, quando a dragagem acabar, n\u00f3s vamos desaparecer. Ent\u00e3o, como podemos nos proteger?&#8221;. E come\u00e7aram a procurar op\u00e7\u00f5es ao longo do caminho para proteger a comunidade nos pr\u00f3ximos anos ap\u00f3s a dragagem. Foi assim que o CLT foi apresentado. E eu vi John Davis entre os participantes. Obrigado por toda a sua ajuda nesses 18 anos de hist\u00f3ria. Voc\u00ea tem sido uma pe\u00e7a fundamental aqui em Porto Rico. Gostaria de conhec\u00ea-lo algum dia, e voc\u00ea sabe que a CLT se tornou parte do processo. Nunca foi o fim do processo. Foi o resultado do processo de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade e da defesa da comunidade para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Assim, nesse planejamento, no processo de planejamento participativo, eles come\u00e7aram a avaliar &#8211; as pessoas, naquele momento, come\u00e7aram a avaliar diferentes alternativas.                              Eles avaliaram o t\u00edtulo privado, o modelo cooperativo e o modelo CLT que foi introduzido nos EUA. E uma coisa interessante que temos como CLT, e que pode ser uma singularidade para n\u00f3s, \u00e9 nossa rela\u00e7\u00e3o colonial com os Estados Unidos. Somos uma col\u00f4nia atualmente e temos sido desde 1492. Primeiro da Espanha, agora dos EUA. Portanto, isso \u00e9 realmente interessante porque pegamos o modelo CLT dos EUA e o aplicamos ao nosso contexto. Mas, como somos regidos pelo C\u00f3digo Civil espanhol, aplicamos as escrituras de taxas de superf\u00edcie &#8211; e essa \u00e9 uma diferen\u00e7a da nossa CLT em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dos EUA, porque eles usam os contratos de arrendamento do solo. Portanto, talvez na minha pr\u00f3xima vez possamos nos aprofundar nesse conceito de escrituras de superf\u00edcie. Mas isso \u00e9 um resultado direto de nossa situa\u00e7\u00e3o colonial.       <\/wpcodeself><\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Mariolga, isso foi \u00f3timo. Em segundo lugar, Theresa, do Rio, poderia falar um pouco mais sobre o contexto em que voc\u00ea est\u00e1 criando esses CLTs? <\/p>\n\n<p><strong>[Theresa]<\/strong>  Com certeza. Antes de mais nada, obrigado por nos receber aqui. Fomos inspirados por esses projetos, especialmente o Ca\u00f1o, que, como voc\u00ea mencionou desde o in\u00edcio, \u00e9 um projeto muito interessante. E na plateia, \u00e9 \u00f3timo saber que o John est\u00e1 aqui. Ele tamb\u00e9m tem sido fundamental em nosso trabalho. \u00c9 incr\u00edvel como o trabalho do CLT n\u00e3o se trata apenas de comunidades individuais se organizando coletivamente, mas de um movimento maior que nos traz energia coletiva em bairros de todo o mundo. Vou mostrar alguns slides. Como esta primeira se\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre contexto, vou me concentrar menos nos CLTs neste primeiro conjunto de slides e mais no Rio, para que todos tenham uma vis\u00e3o clara do contexto em que estamos trabalhando. Na verdade, esta foto &#8211; que a World Habitat tem em seu Facebook para este evento &#8211; foi tirada em Trapicheiros, que \u00e9 uma das comunidades aqui no Rio que tem trabalhado para um piloto CLT. Ent\u00e3o, o contexto do Rio: como sabemos, as favelas est\u00e3o espalhadas por toda a cidade. Voc\u00ea pode ver essa imagem no meio aqui. As favelas est\u00e3o espalhadas por todo o tecido urbano. Quando as pessoas pensam no Rio, elas pensam nas imagens tur\u00edsticas. Mas dentro das favelas voc\u00ea tem uma vida comunit\u00e1ria muito forte. Ent\u00e3o, novamente, quando as pessoas pensam no Rio, pensam em turismo, pensam em vistas, pensam em carnaval. Mas n\u00e3o pensam na hist\u00f3ria da cidade, que foi constru\u00edda sobre a escravid\u00e3o. E isso \u00e9 absolutamente essencial para entender o contexto das favelas do Rio hoje, porque o Rio foi, na verdade, o maior porto de escravos da hist\u00f3ria. Apenas uma cidade &#8211; o Rio &#8211; recebeu cinco vezes o n\u00famero de africanos escravizados que os Estados Unidos inteiro. E a escravid\u00e3o no Brasil durou 60% mais do que nos Estados Unidos. Portanto, temos um contexto aqui que \u00e9 marcado por essa hist\u00f3ria. Mas essa hist\u00f3ria raramente \u00e9 discutida ou realmente envolvida em termos de pensar sobre o legado que isso criou &#8211; o que inclui as favelas. O Rio era a capital do Brasil na d\u00e9cada de 1890, logo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o. E a primeira favela foi estabelecida naquela \u00e9poca, na d\u00e9cada de 1890. Hoje ela \u00e9 conhecida como Provid\u00eancia, mas era chamada de Morro da Favela. E a palavra favela n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o direta para o ingl\u00eas e, etimologicamente, tem origem nessa planta que voc\u00ea v\u00ea aqui no canto inferior esquerdo. Quando os soldados lutavam em uma batalha, eles estavam no nordeste do Brasil, onde essa planta era comum nas encostas dos morros, e vinham para o Rio para serem pagos pelo servi\u00e7o. Muitos deles eram ex-escravos que haviam sido libertados durante a aboli\u00e7\u00e3o, uma d\u00e9cada antes. Eles vieram para o Rio para receber o pagamento &#8211; deveriam receber terras ou moradia. Eles n\u00e3o receberam. Eles ocuparam o morro. Chamaram-no de Morro da Favela e esse foi o in\u00edcio do termo favela aplicado \u00e0 moradia. E agora estamos 120-130 anos depois e temos esse hist\u00f3rico de ciclos de neglig\u00eancia e repress\u00e3o que realmente caracterizam a pol\u00edtica aqui em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s favelas.                               E voc\u00ea pode ver nos mapas raciais da cidade a rela\u00e7\u00e3o muito forte entre ra\u00e7a e localiza\u00e7\u00e3o e, especificamente, em termos de \u00e1reas formais e informais em toda a cidade &#8211; levando a uma situa\u00e7\u00e3o em que agora temos quase 24% da popula\u00e7\u00e3o da cidade vivendo nessas comunidades e a maioria delas s\u00e3o comunidades estabelecidas h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es &#8211; n\u00e3o s\u00e3o novas favelas ou comunidades de posseiros. S\u00e3o bairros j\u00e1 estabelecidos. Voc\u00ea pode ver aqui que o estoque de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 de unidades de v\u00e1rios andares de tijolo, concreto e a\u00e7o refor\u00e7ado. Muitas vezes, as moradias p\u00fablicas tamb\u00e9m est\u00e3o nas mesmas paisagens que as favelas. Mostrarei v\u00e1rias fotos aqui que ilustram a diversidade dessas comunidades, a diversidade de investimentos ao longo de sua hist\u00f3ria, bem como durante os per\u00edodos em que o governo investiu mais nessas comunidades em compara\u00e7\u00e3o com as comunidades que tiveram menos investimentos do governo. Voc\u00ea sabe, a qualidade aleat\u00f3ria da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, \u00e0s vezes sem presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, \u00e0s vezes as comunidades t\u00eam de improvisar&#8230; mas, no final das contas, isso leva a comunidades muito robustas, diversificadas e vibrantes em muitos aspectos, com redes de solidariedade e produ\u00e7\u00e3o cultural muito fortes e assim por diante. Ent\u00e3o, \u00e9 isso que eu queria dizer nesta introdu\u00e7\u00e3o e, na pr\u00f3xima rodada, falarei especificamente sobre como os CLTs entraram em nosso trabalho em rela\u00e7\u00e3o a essas comunidades.      <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado a voc\u00ea, Theresa, foi muito interessante. Obrigado tamb\u00e9m pelos belos slides. Gostaria de falar com voc\u00ea sobre Bangladesh, sobre o Conselho de Minorias. Voc\u00ea pode explicar um pouco mais sobre o contexto do seu projeto?   <\/p>\n\n<p><strong>[Khalid]<\/strong>  Claro, obrigado, Line. Primeiramente, gostaria de falar sobre os antecedentes da comunidade, a hist\u00f3ria. Os Bihari migraram da \u00cdndia, de diferentes estados indianos, como Bihar, Uttar Pradesh e Bengala Ocidental. Assim, quando a \u00cdndia e o Paquist\u00e3o foram divididos, em 1947, eles migraram para o Paquist\u00e3o Oriental (atual Bangladesh). Mas nos 24 anos do per\u00edodo paquistan\u00eas, o Paquist\u00e3o foi dividido em dois. Em Bangladesh, uma parte da comunidade de l\u00edngua urdu se op\u00f4s \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de Bangladesh. Assim, eles perderam suas propriedades, casas e tudo o mais. Ent\u00e3o, a comunidade internacional, por meio da Cruz Vermelha, se uniu e construiu 116 campos em Bangladesh. Assim, desde 1972, as pessoas continuam vivendo em campos de refugiados. \u00c9 como um campo de refugiados e a situa\u00e7\u00e3o do campo \u00e9 muito pior. As pessoas est\u00e3o morando em casas de um metro e meio a um metro e meio. E h\u00e1 de oito a dez pessoas morando juntas. N\u00e3o h\u00e1 privacidade entre os membros da fam\u00edlia, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para cozinhar, lavar roupa ou qualquer outra coisa. Eles t\u00eam de usar o banheiro comunit\u00e1rio do lado de fora, no acampamento. Portanto, essa foi a hist\u00f3ria de sua apatridia: logo ap\u00f3s o <wpcodeself wptype=\"\" wpml_attr_0=\"\"> Bangladesh, essa comunidade perdeu sua cidadania e se tornou ap\u00e1trida. Ent\u00e3o, quando crescemos nos campos &#8211; eu nasci no campo de Genebra -, quando crescemos no campo de Genebra, percebemos: qual \u00e9 a nossa identidade? a que pa\u00eds pertencemos? E a vida no campo n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o permanente. Ent\u00e3o, recorremos \u00e0 Suprema Corte, entramos com um processo na Suprema Corte e afirmamos que somos cidad\u00e3os de Bangladesh por nascimento. E, pela primeira vez, em 2003, a Corte declarou os biharis como cidad\u00e3os de Bangladesh. Em 2008, apresentamos outro lit\u00edgio e alegamos: aqueles que est\u00e3o vivendo em 116 campos s\u00e3o cidad\u00e3os de Bangladesh. E eles precisam incluir seus nomes na lista de eleitores e fornecer a carteira de identidade nacional. Assim, em 2008, todos n\u00f3s recebemos a nacionalidade e a carteira de identidade nacional. Mas n\u00e3o houve nenhuma mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es de vida, nos direitos b\u00e1sicos. Ent\u00e3o, por que estamos abordando esse projeto no acampamento? O governo est\u00e1 relaxado, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma inten\u00e7\u00e3o de que os Biharis construam suas casas ou algo do g\u00eanero. Portanto, eles est\u00e3o sofrendo com essa condi\u00e7\u00e3o desumana no campo. Agora a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 crescendo no campo, as pessoas est\u00e3o construindo seus pr\u00f3prios pr\u00e9dios e estruturas, o que \u00e9 realmente muito inseguro. No campo, voc\u00ea pode ver &#8211; um campo muito pequeno aqui &#8211; vivem quase cinco mil e oitocentas fam\u00edlias. S\u00e3o cerca de cinco mil e oitocentas fam\u00edlias vivendo. E quase trinta mil pessoas est\u00e3o nesse campo. Portanto, voc\u00ea pode ver que as estruturas do campo s\u00e3o muito inseguras. Sempre que houver um terremoto ou qualquer outra coisa, ser\u00e1 um desastre. Mas a comunidade n\u00e3o tem como se defender, pois seus familiares ficar\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Portanto, estamos tentando iniciar o CLT e trabalhando para melhorar a situa\u00e7\u00e3o habitacional dos Biharis.                                   Ent\u00e3o, come\u00e7amos esse projeto e percebemos que precis\u00e1vamos discutir primeiro com as pessoas da comunidade, porque esse projeto habitacional \u00e9 para elas. Ent\u00e3o, o que \u00e9 mais importante para os biharis? Estamos enfrentando muita discrimina\u00e7\u00e3o em todos os aspectos da nossa vida, como a documenta\u00e7\u00e3o civil. Quando os biharis v\u00e3o obter a documenta\u00e7\u00e3o civil, eles t\u00eam de enfrentar muita discrimina\u00e7\u00e3o. Os funcion\u00e1rios do governo dizem que voc\u00ea n\u00e3o tem nenhum documento de propriedade, n\u00e3o tem nenhum endere\u00e7o permanente. Portanto, os biharis est\u00e3o vivendo em acampamentos, e o acampamento n\u00e3o \u00e9 um endere\u00e7o permanente. Portanto, eles est\u00e3o sofrendo discrimina\u00e7\u00e3o para conseguir a documenta\u00e7\u00e3o civil, que \u00e9 muito importante em Bangladesh neste momento. Portanto, a moradia e a reabilita\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito importantes. Percebemos que a reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para os biharis. Ent\u00e3o, o que eles est\u00e3o fazendo aqui? A comunidade do acampamento est\u00e1 investindo seu pr\u00f3prio dinheiro e est\u00e1 tentando construir seu pr\u00f3prio pr\u00e9dio, um pr\u00e9dio estrutural que \u00e9 realmente inseguro. Portanto, a qualquer momento isso ser\u00e1 um desastre e o governo est\u00e1 sempre tentando expulsar as pessoas da comunidade. Quase expulsaram seis acampamentos em Mirpur e as pessoas agora est\u00e3o vivendo a c\u00e9u aberto. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para o acampamento. Uma coisa \u00e9 importante aqui: voc\u00ea sabe que os biharis t\u00eam no acampamento seu \u00fanico espa\u00e7o, seu \u00fanico abrigo. Se o acampamento for despejado, eles n\u00e3o ter\u00e3o nenhum espa\u00e7o ou n\u00e3o ter\u00e3o como sair. Portanto, esse \u00e9 um projeto muito importante para a comunidade de l\u00edngua urdu, porque eles est\u00e3o morando aqui h\u00e1 quase 48 anos e a gera\u00e7\u00e3o mais velha adora morar aqui, mas quer uma situa\u00e7\u00e3o habitacional melhor. Portanto, queremos fazer algumas mudan\u00e7as estruturais nesse acampamento e tentaremos seguir o modelo CLT para os Biharis. Obrigado a voc\u00ea.                  <\/wpcodeself><\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Khalid, isso foi muito claro, muito interessante e acho que \u00e9 realmente interessante ver como todos voc\u00eas expressaram contextos muito diferentes, mas ainda assim h\u00e1 muitos desafios semelhantes que todos voc\u00eas enfrentam. Muitas vezes, eles se referem aos esfor\u00e7os insuficientes ou inexistentes dos governos para melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida nesses bairros. Por isso, acho que \u00e9 muito importante que webinars como esses re\u00fanam as pessoas para que compartilhem estrat\u00e9gias de como est\u00e3o lidando com isso. Ent\u00e3o, sugiro que passemos para o pr\u00f3ximo t\u00f3pico, que seria mais sobre por que um CLT ou por que um CLT pode ser a resposta certa para quest\u00f5es locais espec\u00edficas que est\u00e3o acontecendo em suas cidades. Portanto, coisas realmente locais est\u00e3o acontecendo e por que voc\u00ea acha que o CLT pode ajudar com essas quest\u00f5es. Ent\u00e3o, eu gostaria de falar primeiro com a Theresa e ver por que os CLTs podem, de fato, ajudar nos diferentes desafios que est\u00e3o acontecendo nas favelas do Rio. Voc\u00ea \u00e9 a Theresa?      <\/p>\n\n<p><strong>[Theresa]<\/strong>  Sim, obrigado a voc\u00ea. Ent\u00e3o, eu apresentei um pouco sobre como as favelas s\u00e3o formadas e como elas s\u00e3o importantes na cidade do Rio. Elas representam quase um quarto das moradias. Elas s\u00e3o basicamente o estoque de moradias acess\u00edveis da cidade e a maioria das pessoas nas favelas, a grande maioria, quer ficar l\u00e1. Elas querem ver suas comunidades melhorarem, n\u00e3o desejam ser realocadas em moradias p\u00fablicas. E, muitas vezes, mesmo quando suas vidas melhoram economicamente, elas permanecem e investem em suas comunidades. Ent\u00e3o, com isso em mente, voc\u00ea realmente perguntou: por que um CLT? No per\u00edodo que antecedeu as Olimp\u00edadas &#8211; acho que a maioria das pessoas aqui sabe que o Rio sediou os Jogos Ol\u00edmpicos de 2016 &#8211; vimos uma s\u00e9rie de quest\u00f5es surgirem em torno de atos relacionados ao Direito \u00e0 Moradia e \u00e0s favelas. Voc\u00ea pode ver aqui uma s\u00e9rie de imagens especificamente sobre a favela Vila Aut\u00f3dromo. A parte superior esquerda \u00e9 a comunidade como estava antes dos jogos &#8211; era um bairro de 40 anos com t\u00edtulos de concess\u00e3o de uso do governo estadual. Portanto, eles tinham o direito de ficar l\u00e1, de permanecer na terra. A segunda \u00e9 uma imagem de um dos dias de pol\u00edcia em que a pol\u00edcia atacou os moradores da comunidade enquanto tentava expuls\u00e1-los. A terceira \u00e9 uma imagem de Maria da Penha, que \u00e9 ativa no grupo de trabalho da CLT aqui no Rio, e foi uma das moradoras que lutou at\u00e9 o fim e conseguiu ficar. E de uma comunidade de 700 casas, 20 fam\u00edlias conseguiram ficar no final. Na imagem que voc\u00ea v\u00ea no canto inferior direito est\u00e3o essas pequenas unidades que foram produzidas pelo governo e que, na verdade, s\u00e3o em sua maioria menores do que as que existiam antes. Assim, naqueles anos pr\u00e9-ol\u00edmpicos, vimos moradores de favelas serem despejados de \u00e1reas centrais na parte leste da cidade para \u00e1reas distantes na parte oeste da cidade. Portanto, o centro da cidade est\u00e1, na verdade, no leste. E Maria da Penha, que acabei de mostrar a imagem, recentemente ou no ano passado, em uma reuni\u00e3o do Grupo de Trabalho da CLT, disse: &#8220;Os t\u00edtulos n\u00e3o garantem que possamos ficar em nossas terras. Porque eu tinha duas concess\u00f5es de uso do Estado, e para poder ficar eu praticamente morri&#8221;. Ao mesmo tempo em que v\u00edamos despejos for\u00e7ados pelo Estado &#8211; esta \u00e9 uma imagem de um v\u00eddeo de uma mulher em uma favela em uma \u00e1rea central e tur\u00edstica da cidade dizendo que n\u00e3o quer o t\u00edtulo de sua casa. Ent\u00e3o, por que ela n\u00e3o queria o t\u00edtulo? Bem, porque sua comunidade ficava em uma \u00e1rea que estava sendo alvo de especuladores imobili\u00e1rios. Esta \u00e9 uma imagem do jornal Financial Times tentando promover a venda de casas em favelas do Rio para investidores internacionais. Naquela \u00e9poca, foi aqui que come\u00e7amos a trabalhar com CLTs &#8211; trabalhamos com l\u00edderes comunit\u00e1rios da favela do Vidigal, que estava sendo mais afetada pela gentrifica\u00e7\u00e3o, pela especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, para realizar uma s\u00e9rie de workshops para entender o que \u00e9 gentrifica\u00e7\u00e3o. Porque, \u00e9 claro, se voc\u00ea morava em uma favela, n\u00e3o estava acostumado com essa ideia de pessoas querendo se mudar e comprar suas casas! E quando debatemos como proteger as comunidades, qual seria a prote\u00e7\u00e3o m\u00e1xima que os moradores poderiam obter, foi a\u00ed que o modelo CLT surgiu na conversa e come\u00e7amos a pensar sobre isso.                         Mas n\u00e3o conhec\u00edamos o exemplo de Porto Rico, s\u00f3 conhec\u00edamos exemplos norte-americanos, e come\u00e7amos a pensar nesses termos, mas parecia um sonho imposs\u00edvel. Parecia muito distante. Porque a realidade dos CLTs nos EUA e na Europa \u00e9 muito diferente de uma comunidade j\u00e1 existente que decide: &#8220;Vamos obter t\u00edtulos, mas vamos remover a terra, separ\u00e1-la e titul\u00e1-la coletivamente&#8221;. De qualquer forma, nesse processo, tivemos uma s\u00e9rie de debates com os moradores, ou os moradores tiveram uma s\u00e9rie de debates que apoiamos na organiza\u00e7\u00e3o deles. Este \u00e9 um exemplo de um deles. E essas ideias sobre CLTs realmente floresceram nesse contexto. E foi apenas um ano depois &#8211; felizmente, quando a World Habitat concedeu o pr\u00eamio a Porto Rico &#8211; que tomamos conhecimento do caso do Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, come\u00e7amos a estud\u00e1-lo e publicamos um artigo sobre ele. N\u00f3s os entrevistamos sobre o modelo e o que eles haviam feito em Porto Rico e, desde ent\u00e3o &#8211; e falarei sobre isso na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o &#8211; o que fazemos como um Grupo de Trabalho CLT no Rio. Mas, basicamente, o que identificamos foi que os Community Land Trusts das favelas, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 titula\u00e7\u00e3o individual, em primeiro lugar, atendiam \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o n\u00famero um dos moradores, que \u00e9 a perman\u00eancia, a capacidade de ficar. Eles n\u00e3o querem necessariamente vender, n\u00e3o \u00e9 por isso que querem a moradia, n\u00e3o \u00e9 por isso que querem os t\u00edtulos. Isso tamb\u00e9m permite manter os ativos comunit\u00e1rios desenvolvidos por meio da informalidade, porque a informalidade n\u00e3o \u00e9 de todo ruim, na verdade, ela permite alguns desenvolvimentos positivos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 solidariedade, ao apoio m\u00fatuo, \u00e0 arquitetura flex\u00edvel e mant\u00e9m o que se tornou o estoque de moradias acess\u00edveis de <em>fato<\/em>. Portanto, se um quarto da cidade j\u00e1 tem moradias a pre\u00e7os acess\u00edveis, isso permite que voc\u00ea as mantenha como moradias a pre\u00e7os acess\u00edveis. Por fim, n\u00e3o apenas permite, mas tamb\u00e9m incentiva as favelas a continuarem a se auto-organizar, em vez de atomizar a natureza coletiva dessas comunidades por meio de uma orienta\u00e7\u00e3o individualizada que vem com t\u00edtulos individuais.            <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Theresa, voc\u00ea foi muito clara. Gostaria de passar para o Conselho de Minorias em Bangladesh: por que, para voc\u00ea, um CLT pode ser a resposta certa para seus problemas locais espec\u00edficos? <\/p>\n\n<p><strong>[Rabeya]<\/strong>  Linha de agradecimento a voc\u00ea. Ol\u00e1 a todos. Antes de falar sobre o motivo, gostaria de contar um pouco sobre como come\u00e7amos a trabalhar com o CLT. No in\u00edcio de nosso projeto, est\u00e1vamos nos inspirando no Projeto Piloto de Orangi, em Karachi, especialmente porque ele era financiado e administrado pela comunidade e, por causa disso, mais tarde o governo concedeu a eles o t\u00edtulo privado. Al\u00e9m disso, achamos que esse era um projeto com o qual nossa comunidade bihari poderia se identificar, pois muitos de seus parentes ainda vivem na cidade de Orangi e achamos que esse projeto poderia inspir\u00e1-los e motiv\u00e1-los a fazer algo semelhante com sua pr\u00f3pria comunidade. Ent\u00e3o, compartilhamos e queremos mostrar algumas das fotos da cidade de Orangi: a foto anterior est\u00e1 no topo, do lado direito, e a de baixo \u00e9 a que vemos hoje. E voc\u00ea pode ver a comunidade participando da constru\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m do mapeamento e da tomada de decis\u00f5es. Foi assim que come\u00e7amos. Depois, quando est\u00e1vamos procurando, est\u00e1vamos basicamente tentando fazer um brainstorming sobre como lidar com a condi\u00e7\u00e3o local &#8211; percebemos que o pre\u00e7o da terra em Daca tem aumentado ao longo dos anos devido \u00e0 r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o. Portanto, h\u00e1 uma grande demanda para que o setor privado e formal invista e desenvolva terrenos. E como o acampamento de Genebra est\u00e1 localizado em uma terra valiosa, percebemos que, sem uma vis\u00e3o bem elaborada para iniciativas adequadas de compartilhamento de terras, essas comunidades poder\u00e3o, com o passar do tempo, ser despejadas ou passar pelo processo de gentrifica\u00e7\u00e3o. E, portanto, correm o risco de perder sua propriedade e seu lar. E para a comunidade, julgando todas essas circunst\u00e2ncias, achamos que um t\u00edtulo comunit\u00e1rio seria o melhor para atender aos residentes e, portanto, criamos o modelo CLT e acreditamos que, se adotarmos esse modelo, poderemos resolver pelo menos tr\u00eas problemas locais. Uma delas \u00e9 que isso resolver\u00e1 os problemas de t\u00edtulo de propriedade e, portanto, evitar\u00e1 o deslocamento involunt\u00e1rio dos residentes, impedindo a especula\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar, isso ajudar\u00e1 a adquirir e manter as propriedades para o benef\u00edcio das comunidades nos pr\u00f3ximos anos, mantendo-as unidas e garantindo moradias acess\u00edveis para essas comunidades &#8211; diferentemente do t\u00edtulo privado, em que as pessoas t\u00eam a op\u00e7\u00e3o de vender e sair, causando a dissolu\u00e7\u00e3o das comunidades. E, por \u00faltimo, mas mais importante, o CLT colocar\u00e1 as comunidades no lugar do motorista e elas ter\u00e3o o poder de decis\u00e3o, o que tamb\u00e9m as ajudar\u00e1 a trabalhar em conjunto com o governo e outros profissionais t\u00e9cnicos de forma participativa e, portanto, trabalhar\u00e3o juntas e preservar\u00e3o sua comunidade e se desenvolver\u00e3o. Portanto, achamos que esse CLT seria uma boa op\u00e7\u00e3o para voc\u00ea experimentar nessa comunidade.                <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Rabeya, voc\u00ea foi muito clara. Finalmente, o Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, em Porto Rico, voc\u00ea poderia falar um pouco mais, Mariolga, sobre as quest\u00f5es locais \u00e0s quais a CLT est\u00e1 respondendo? <\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Vejo que o Caraballo conseguiu se juntar a n\u00f3s, primeiro gostaria de confirmar se ele est\u00e1 nos ouvindo e, se puder, talvez voc\u00ea possa repetir a pergunta Line e talvez ele possa acrescentar algo antes de eu falar.<\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Claro, Don Caraballo, voc\u00ea est\u00e1 conosco? Espero que voc\u00ea possa nos ouvir&#8230; Espero que, na pr\u00f3xima pergunta, possamos pedir sua opini\u00e3o.  <\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Podemos come\u00e7ar a responder \u00e0 pergunta e, se ele conseguir falar, eu lhe darei minha vez de falar.<\/p>\n\n<p>Antes de mais nada, gostaria de concluir o que eu estava dizendo sobre as a\u00e7\u00f5es de direito de superf\u00edcie. Descobrimos que se trata de um equil\u00edbrio, e esse era um dos desejos e aspira\u00e7\u00f5es das comunidades, ter um equil\u00edbrio entre os direitos individuais e as aspira\u00e7\u00f5es futuras dos indiv\u00edduos, e tamb\u00e9m os direitos coletivos. E os direitos de superf\u00edcie atenderam especialmente a essas duas coisas. Como voc\u00ea disse na introdu\u00e7\u00e3o, na Linha voc\u00ea tem o equil\u00edbrio entre a casa que \u00e9 sua e o terreno onde voc\u00ea mora, voc\u00ea pode fazer o que quiser nesse terreno. Mas voc\u00ea n\u00e3o pode vender o terreno. Portanto, \u00e9 uma esp\u00e9cie de equil\u00edbrio perfeito entre os direitos individuais das fam\u00edlias e dos residentes, mas tamb\u00e9m entre as prote\u00e7\u00f5es coletivas que o Community Land Trust traz para as diferentes comunidades em que \u00e9 implementado. Eu diria que ele responde a quest\u00f5es locais porque, no nosso caso, nasceu da comunidade e com a comunidade, e a implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com a comunidade. Voc\u00ea sabe, porque o processo de participa\u00e7\u00e3o \u00e9 a coisa mais importante. Voc\u00ea sabe, porque o processo de participa\u00e7\u00e3o \u00e9 o mais importante. E Rabeya estava dizendo que voc\u00ea est\u00e1 na mesa de tomada de decis\u00f5es, e isso \u00e9 importante. Em nosso modelo, a participa\u00e7\u00e3o da comunidade n\u00e3o \u00e9 apenas no conselho do Community Land Trust, mas tamb\u00e9m ao longo das diferentes fases e dos diferentes cen\u00e1rios de gest\u00e3o, da autogest\u00e3o do Community Land Trust. E isso \u00e9 fundamental para manter as pessoas envolvidas e na mesa e, principalmente, para nos manter &#8211; os profissionais que acompanham esses grupos que est\u00e3o na terra. Porque podemos voar ao redor do mundo, voc\u00ea sabe, e falar e falar e falar, mas n\u00e3o ter nossos ouvidos e p\u00e9s no ch\u00e3o. Portanto, \u00e9 muito importante que voc\u00ea tenha a participa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e em diferentes n\u00edveis da tomada de decis\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, gostaria de dizer e acrescentar que, em termos de resposta \u00e0s quest\u00f5es locais, um aspecto realmente importante para nossas comunidades \u00e9 a qualidade de vida. E n\u00f3s temos um desafio e uma responsabilidade com os terrenos baldios. Temos diferentes op\u00e7\u00f5es para os terrenos baldios. Temos a op\u00e7\u00e3o, naqueles que se qualificam, de desenvolver novas casas para as pessoas que ser\u00e3o realocadas do processo de dragagem ou do processo de constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura, mas tamb\u00e9m de converter esses terrenos, como voc\u00ea pode ver na imagem, em diferentes espa\u00e7os para a comunidade com a comunidade. Ent\u00e3o, eu diria que isso \u00e9 fundamental: visualizar qual \u00e9 a qualidade de vida que as comunidades querem, desejam e est\u00e3o construindo. E ser um facilitador nesse processo de constru\u00e7\u00e3o. Em nosso caso, tamb\u00e9m \u00e9 muito importante e fundamental em nossa hist\u00f3ria como projeto, a falta de infraestrutura, e isso precisa fazer parte da conversa em todos os cen\u00e1rios com os quais trabalhamos. Porque nosso pessoal aspira \u00e0 dignidade e merece isso. E isso faz parte do meu pr\u00f3ximo passo. N\u00e3o sei se Caraballo, se voc\u00ea pode nos ouvir agora e participar da conversa?                      <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  N\u00e3o parece&#8230; [Mariolga] &#8216;No parece&#8217; (N\u00e3o parece) &#8230; [Line] voc\u00ea quer acrescentar algo mais Mariolga em mais um minuto?<\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Sim, muito bom! Acho que outra coisa que eu diria \u00e9 que os CLTs precisam ser institui\u00e7\u00f5es flex\u00edveis e precisam se mover ao longo do tempo com as comunidades, porque os desafios mudam. Se voc\u00ea conseguir chegar ao ponto que deseja, ter\u00e1 novos desafios e, nesse sentido, o processo de organiza\u00e7\u00e3o da comunidade e o envolvimento da comunidade no processo de tomada de decis\u00f5es s\u00e3o a chave para o sucesso desse modelo ou de outros modelos de modo de posse coletiva da terra.  <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Mais uma vez, parece que h\u00e1 muitos desafios diferentes, muitos problemas locais diferentes acontecendo nessas \u00e1reas, mas, mais uma vez, parece que todos esses projetos e todas essas pessoas realmente acreditam que n\u00e3o \u00e9 por meio de t\u00edtulos privados, mas por meio da gest\u00e3o coletiva da terra, que os moradores podem realmente retomar o controle sobre o desenvolvimento dos bairros e garantir que quaisquer melhorias feitas na \u00e1rea, na infraestrutura, por exemplo, sejam feitas para o bem coletivo e n\u00e3o apenas para aumentar os interesses financeiros na terra. Portanto, isso \u00e9 algo que realmente vemos n\u00e3o apenas nessas tr\u00eas \u00e1reas diferentes, mas em muitas \u00e1reas diferentes do mundo atualmente. Ent\u00e3o, gostaria de passar para a pr\u00f3xima quest\u00e3o que gostar\u00edamos de discutir hoje, que \u00e9 mais sobre os tipos de atividades que foram realizadas como parte da cria\u00e7\u00e3o do CLT. Quais foram alguns dos obst\u00e1culos encontrados na cria\u00e7\u00e3o desses CLTs? Gostaria de ir primeiro ao Brasil, \u00e0 Theresa, para falar um pouco sobre isso nas favelas.    <\/p>\n\n<p><strong>[Theresa]<\/strong>  Obrigado a voc\u00ea. Agora vou me concentrar mais no trabalho em si com o Grupo de Trabalho CLT aqui no Rio. No contexto que compartilhei anteriormente com os despejos e a gentrifica\u00e7\u00e3o, come\u00e7amos a pensar nos CLTs. Quando descobrimos que havia um exemplo incr\u00edvel em Porto Rico, entramos em contato com eles. Depois, felizmente, tivemos a oportunidade de t\u00ea-los conosco aqui no Rio, gra\u00e7as ao Lincoln Institute of Land Policy. Acho que estou vendo Martim Smolka aqui tamb\u00e9m. Portanto, essas s\u00e3o algumas das atividades que realizamos e que come\u00e7aram h\u00e1 dois anos, em agosto, quando Line e quatro representantes do Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a vieram ao Rio e organizamos um conjunto de workshops de cinco dias, incluindo um dia com l\u00edderes comunit\u00e1rios de diversas favelas e quilombos do Rio, um dia com pessoas do legislativo do governo e assim por diante, e um dia com t\u00e9cnicos de universidades e assim por diante. No dia em que realizamos workshops com organizadores comunit\u00e1rios, fizemos uma atividade sobre quais s\u00e3o as amea\u00e7as que as comunidades enfrentam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia e, em geral, quais s\u00e3o os atributos que elas querem preservar no que diz respeito \u00e0s caracter\u00edsticas positivas &#8211; voc\u00ea sabe, coisas relacionadas \u00e0 unidade e \u00e0 voca\u00e7\u00e3o cultural e neg\u00f3cios locais fortes ou diversidade &#8211; eram comuns. Quando tivemos um dia com aliados t\u00e9cnicos, essencialmente de universidades e escrit\u00f3rios do governo, discutimos as possibilidades legislativas no Brasil e, atualmente, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, podemos criar CLTs um a um, mas agora estamos buscando expandir isso por meio da legisla\u00e7\u00e3o. Durante essa visita, tamb\u00e9m realizamos workshops em favelas. Esta tamb\u00e9m \u00e9 a comunidade de Bahina, no Vidigal. E isso levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho do Community Land Trust da favela. Assim, depois que nossos amigos do Ca\u00f1o sa\u00edram do Rio, lan\u00e7amos um Grupo de Trabalho inicialmente com 130 membros, acho, e agora s\u00e3o cerca de 200 membros de diferentes favelas, de universidades, como eu disse, mas tamb\u00e9m de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, da Defensoria P\u00fablica, da ag\u00eancia estadual de titula\u00e7\u00e3o de terras. Tivemos reuni\u00f5es em diversas comunidades de favelas e h\u00e1 duas em particular. Portanto, as atividades do grupo de trabalho foram realizadas basicamente em duas dimens\u00f5es. Uma delas diz respeito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, portanto, temos um grupo de advogados e l\u00edderes comunit\u00e1rios pensando em como podemos introduzir as CLTs na legisla\u00e7\u00e3o brasileira, desde o n\u00edvel federal at\u00e9 o mais baixo. Al\u00e9m disso, temos grupos trabalhando no local com comunidades que est\u00e3o interessadas em explorar o modelo CLT. Assim, o primeiro exemplo \u00e9 Trapicheiros &#8211; \u00e9 uma pequena favela. Inicialmente, estamos trabalhando com comunidades muito pequenas porque, ao trabalharmos em um piloto, queremos ser capazes de atender a todos os detalhes e estar dentro de comunidades que possam realisticamente conversar com todos os moradores e envolver todos no processo. Assim, a favela de Trapicheiros tem 52 fam\u00edlias e \u00e9 uma comunidade de 80 anos. Ela foi amea\u00e7ada de despejo em 2015. Eles t\u00eam conflitos com o condom\u00ednio vizinho, que surgiu nos \u00faltimos anos, embora a favela em si tenha cerca de 100 anos. Portanto, realizamos diversas oficinas com os moradores de l\u00e1. Mais uma vez, todo esse processo, onde quer que comece, come\u00e7a com&#8230; isso est\u00e1 seguindo um modelo do Ca\u00f1o&#8230; come\u00e7amos com uma oficina de v\u00e1rias horas em que nos envolvemos.                        Antes mesmo de falarmos sobre CLTs, fazemos uma an\u00e1lise do que os moradores valorizam na comunidade e o que eles querem resolver, por que querem o t\u00edtulo e talvez por que temem o t\u00edtulo tamb\u00e9m. Nesse caso, aqui em Trapicheiros, os moradores adoram o contato que t\u00eam com a natureza, n\u00e3o h\u00e1 viol\u00eancia, fica perto do metr\u00f4, tem boas oportunidades de trabalho. Mas eles temem ser despejados, temem a invas\u00e3o de pessoas, a chegada de forasteiros. E, em termos do motivo pelo qual querem o t\u00edtulo: eles querem que a seguran\u00e7a permane\u00e7a &#8211; certo, isso \u00e9 sempre o n\u00famero um. E o motivo pelo qual talvez n\u00e3o queiram &#8211; \u00e9 o custo de vida que pode aumentar. Portanto, esse \u00e9 um tema recorrente quando realizamos essas reuni\u00f5es. Estas s\u00e3o outras atividades que realizamos em Trapicheiros, incluindo um workshop de planejamento comunit\u00e1rio que acabou sendo mais uma festa, mas ainda assim tivemos algum planejamento. E ent\u00e3o, \u00e9 claro, a pandemia chegou, ent\u00e3o essas atividades ficaram online por meses. A outra comunidade com a qual estamos trabalhando \u00e9 a Esperan\u00e7a, que \u00e9 um projeto de habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica autoconstru\u00eddo na zona oeste do Rio. E eles tamb\u00e9m est\u00e3o engajados nesse processo. Na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o, mostrarei um v\u00eddeo de um dos l\u00edderes. Eles est\u00e3o falando sobre os CLTs. Mais uma vez, aspectos positivos e negativos da comunidade e o que eles querem. E sempre que realizamos esse processo, parece muito comum que haja raz\u00f5es pelas quais as pessoas querem o t\u00edtulo e as raz\u00f5es pelas quais as pessoas n\u00e3o querem o t\u00edtulo. Portanto, quando mencionamos o modelo CLT depois disso, ele realmente vem nesse contexto de: uau, ele realmente aborda todos esses pontos. Ele aborda os elementos positivos que queremos manter, permite isso e tamb\u00e9m aborda as necessidades de titula\u00e7\u00e3o que temos &#8211; mas n\u00e3o os temores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 titula\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, por enquanto, \u00e9 isso. Obrigado a voc\u00ea.                 <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Obrigado a voc\u00ea, Theresa, excelente. E antes de passar para o Conselho de Minorias em Bangladesh, gostaria apenas de lembrar aos participantes que voc\u00eas podem deixar perguntas na caixa de perguntas e respostas no zoom, pois teremos algum tempo para perguntas de todos voc\u00eas. Vejo que h\u00e1 muitos participantes diferentes, muitas pessoas que tamb\u00e9m conhecemos, portanto, adorar\u00edamos ouvir a opini\u00e3o de todos voc\u00eas. Ent\u00e3o, gostaria de passar agora para Rabeya. Voc\u00ea poderia falar um pouco mais sobre o tipo de atividades que est\u00e1 realizando? Voc\u00ea pode falar um pouco mais sobre as atividades que est\u00e1 realizando?     <\/p>\n\n<p><strong>[Rabeya]<\/strong>  Quando embarcamos nesse projeto, escolhemos estrategicamente dois acampamentos para o nosso projeto-piloto &#8211; em parte porque eles t\u00eam cen\u00e1rios totalmente diferentes em termos de localiza\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o de posse da terra, condi\u00e7\u00f5es de vida e densidade populacional, e tamb\u00e9m seria interessante ver como o modelo CLT funciona nesses dois acampamentos diferentes. Portanto, essa foi a nossa ideia. At\u00e9 o momento, realizamos v\u00e1rios pequenos projetos e atividades que incluem: a primeira coisa que fizemos foi conduzir discuss\u00f5es de grupos focais em grupos menores de l\u00edderes comunit\u00e1rios, mulheres e grupos de jovens para entender a percep\u00e7\u00e3o deles sobre a condi\u00e7\u00e3o atual, a reabilita\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m quais s\u00e3o as prefer\u00eancias. Portanto, temos uma foto dessa situa\u00e7\u00e3o, a que est\u00e1 na parte superior do lado esquerdo. Em seguida, passamos a fazer um mapeamento da comunidade e, para n\u00f3s, esse tamb\u00e9m foi um exerc\u00edcio importante, pois acreditamos que ningu\u00e9m saberia qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o dos campos, assim como os pr\u00f3prios residentes do campo. Portanto, envolver as pessoas da comunidade n\u00e3o significa apenas que poderemos extrair informa\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas, mas tamb\u00e9m incentiv\u00e1-las a se envolverem no processo de obten\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios t\u00edtulos de propriedade. Assim, n\u00f3s os incentivamos a criar seus pr\u00f3prios mapas desenhados \u00e0 m\u00e3o, que n\u00e3o precisam se parecer em nada com os desenhos profissionais. Eles estavam fazendo isso em pequenos grupos e, mais tarde, n\u00f3s os compilamos. No primeiro exerc\u00edcio, eles identificaram as estruturas importantes do campo e, mais tarde, desenharam as diferentes resid\u00eancias do campo. Portanto, esses s\u00e3o alguns dos desenhos da comunidade e, mais tarde, n\u00f3s os compilamos e digitalizamos. Tivemos que fazer uma esp\u00e9cie de pausa por causa do surto de COVID, mas recentemente fizemos um interc\u00e2mbio entre pares e a ideia era permitir que os participantes e os l\u00edderes comunit\u00e1rios compartilhassem e comparassem suas experi\u00eancias de vida em seu pr\u00f3prio acampamento. E, em seguida, fazer o que eles sentiram bem enquanto estavam fazendo esse mapeamento e qual \u00e9 a vis\u00e3o que eles t\u00eam do futuro. Portanto, se voc\u00ea observar as fotos no canto superior direito e a de baixo, essas foram as atividades que realizamos. Alguns dos participantes usavam m\u00e1scaras e estavam entusiasmados em se juntar a n\u00f3s, mesmo em meio a essa pandemia, para compartilhar suas experi\u00eancias. Portanto, foi uma atividade maravilhosa que realizamos. No momento, estamos trabalhando remotamente, mas finalizando um levantamento abrangente de terras e tamb\u00e9m explorando as ferramentas de mapeamento GIS. Portanto, esperamos que talvez no pr\u00f3ximo m\u00eas possamos come\u00e7ar a trabalhar com a comunidade novamente. Quanto aos obst\u00e1culos, acho que o principal problema, ou desafio, \u00e9 a atitude ou a mentalidade dos residentes do acampamento de depender de pessoas de fora para resolver seus problemas. E acho que foi porque a Cruz Vermelha vem cuidando deles h\u00e1 tanto tempo que isso provavelmente fez com que as pessoas se tornassem dependentes dos doadores. Mas estamos tentando mudar essa mentalidade, e Khalid e Hannah Sholder, que tamb\u00e9m faz parte da nossa equipe e tenho certeza de que ela est\u00e1 aqui conosco, t\u00eam trabalhado nos \u00faltimos 10 anos para realizar treinamentos de lideran\u00e7a para jovens do acampamento e tamb\u00e9m para outras minorias. Portanto, ainda estamos dando continuidade a esse treinamento para essas gera\u00e7\u00f5es jovens, na esperan\u00e7a de que elas comecem a pensar de forma diferente e surjam como l\u00edderes e tamb\u00e9m como agentes de mudan\u00e7a.                    <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Rabeya, essas imagens s\u00e3o realmente poderosas e eu gostaria de passar para Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, em Porto Rico, e n\u00e3o sei se Don Caraballo est\u00e1 conosco agora ou, se n\u00e3o estiver, Mariolga pode &#8230;<\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Eu estava ao telefone com ele, sei que ele est\u00e1 tendo problemas, ent\u00e3o ele manda sauda\u00e7\u00f5es e &#8220;bendiciones&#8221; para todos. Eu diria apenas, em nome dele, que em termos de desafios, \u00e9 sempre um desafio a coordena\u00e7\u00e3o com o governo local e as ag\u00eancias locais. H\u00e1 muitas informa\u00e7\u00f5es e muita coordena\u00e7\u00e3o que precisam ser feitas e continuamos encontrando pedras em nosso caminho. N\u00e3o importa qual seja a administra\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio ou no governo central. Eu diria que a renda, como Rabeya estava dizendo, \u00e9 um problema, embora possamos obter receitas de algumas de nossas terras que est\u00e3o em pontos comerciais de nosso distrito. \u00c9 um desafio porque voc\u00ea precisa fazer as opera\u00e7\u00f5es e elas s\u00e3o caras, portanto, esse \u00e9 um equil\u00edbrio que precisamos superar nos pr\u00f3ximos anos. Al\u00e9m disso, um aspecto muito espec\u00edfico no contexto de Porto Rico ap\u00f3s os furac\u00f5es e os terremotos \u00e9 o acesso aos fundos de reconstru\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tem Trump dizendo que enviou muito, muito dinheiro para Porto Rico, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade e temos muita incompet\u00eancia agora no governo local para implementar o dinheiro e tamb\u00e9m para recuperar o que n\u00e3o \u00e9 verdade. Portanto, temos um grande problema e n\u00e3o temos uma orienta\u00e7\u00e3o clara e direta para os diferentes fundos de recupera\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o. Portanto, \u00e9 dif\u00edcil estar pronto e preparado para se candidatar a esses fundos se voc\u00ea n\u00e3o conhece as regras pelas quais ser\u00e1 avaliado. Portanto, \u00e9 como se conhec\u00eassemos os diferentes projetos que v\u00e3o concorrer e que vamos apresentar, mas n\u00e3o conhecemos as regras, de modo que n\u00e3o podemos aproveitar o tempo, o atraso do governo e estar mais preparados para solicitar esse dinheiro. Outra coisa \u00e9 a estrutura legal, especialmente em termos de heran\u00e7a. Como as comunidades compartilham, elas herdam as casas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem muitas coisas legais que precisam ser feitas antes de dar uma escritura de direitos de servi\u00e7o, por exemplo. Ou qualquer outro aspecto ou transa\u00e7\u00e3o legal. Portanto, esse \u00e9 um problema e estamos trabalhando para saber at\u00e9 onde podemos ir estabelecendo nossas pr\u00f3prias regras. Como somos um Community Land Trust privado e sem fins lucrativos, estamos procurando uma forma de contornar a estrutura legal, mas nem sempre \u00e9 f\u00e1cil, especialmente porque as escrituras s\u00e3o feitas por not\u00e1rios volunt\u00e1rios &#8211; portanto, seus t\u00edtulos est\u00e3o em risco -, portanto, precisamos ter uma forma segura de desafiar a estrutura legal para que os volunt\u00e1rios possam seguir em frente com a metodologia que selecionamos. Em termos do que prevemos, em primeiro lugar, queremos tamb\u00e9m manter o acesso \u00e0 cidade, melhorar esse acesso \u00e0 cidade. Obter melhores condi\u00e7\u00f5es para reconhecer as dignidades de nossas comunidades e seus moradores e a diversidade dos moradores de nossas comunidades, e sua import\u00e2ncia para a economia de Porto Rico e para a economia da cidade de Porto Rico. Dizemos que, para n\u00f3s e para as comunidades, a CLT representa progresso, seguran\u00e7a e perman\u00eancia. Acho que esses tr\u00eas conceitos resumem o que o CLT deve oferecer aos residentes, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o em todos os aspectos.                   <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Mariolga, isso foi muito claro. Acho que para todos voc\u00eas ficou muito claro que um CLT tem um foco muito forte na participa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da comunidade. N\u00e3o apenas em uma tarde de s\u00e1bado, mas em um processo cont\u00ednuo de envolvimento das comunidades. O CLT simplesmente n\u00e3o pode ser criado de cima para baixo desde as primeiras reuni\u00f5es. Est\u00e1 claro que os residentes devem estar presentes, que eles devem liderar todo o processo, como alguns de nossos colegas disseram no ano passado nesse interc\u00e2mbio de colegas que fizemos em Porto Rico: &#8220;Nada para n\u00f3s sem n\u00f3s&#8221;. Portanto, acho que esse \u00e9 realmente um princ\u00edpio fundamental no que todos voc\u00eas est\u00e3o dizendo. Esse esfor\u00e7o muito forte pelo direito de garantir o direito \u00e0 cidade de todos os residentes e essa ideia de seguran\u00e7a e perman\u00eancia do progresso. Acho que isso \u00e9 muito bom.       <\/p>\n\n<p>Don Caraballo &#8211; \u00e9 voc\u00ea, pode nos ouvir? n\u00e3o parece&#8230; <\/p>\n\n<p>Ol\u00e1!<\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]  Buenos d\u00edas, bom dia!<\/strong><\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Bom dia, como voc\u00ea est\u00e1? \u00c9 muito bom ter voc\u00ea aqui. <\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]<\/strong>  &#8220;Mucho amore y mucho cari\u00f1o&#8221;, voc\u00ea est\u00e1 \u00f3timo.<\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Excelente! Sim, Carballo, estamos passando para a pr\u00f3xima pergunta, ent\u00e3o talvez voc\u00ea possa falar um pouco sobre isso.<\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]<\/strong>  Voc\u00ea est\u00e1 bem.<\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Ent\u00e3o, a pr\u00f3xima pergunta que eu tinha para todos os participantes do painel, e talvez possamos come\u00e7ar com Don Caraballo, \u00e9 um pouco sobre qual \u00e9 a vis\u00e3o e as esperan\u00e7as para as comunidades com as quais voc\u00eas trabalham? as comunidades do Ca\u00f1o, no seu caso. Quais s\u00e3o as esperan\u00e7as, quais s\u00e3o as vis\u00f5es, quais s\u00e3o os insights e os pontos de vista de pessoas como voc\u00ea, que realmente est\u00e3o l\u00e1 todos os dias para ajudar essa comunidade por meio do Community Land Trust, \u00e9 claro. Voc\u00ea pode falar um pouco sobre isso?   <\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]<\/strong>  Bem, nossas esperan\u00e7as, desde o in\u00edcio, quando come\u00e7amos o fundo de terras, era que ele replicasse &#8220;que se replicara&#8221; no resto da ilha devido \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia dos Estados Unidos. \u00c9 uma das coisas que temos para defender nossas terras e nossos direitos. Portanto, acho que o Land Trust &#8211; n\u00e3o apenas em Porto Rico, mas em todos os lugares onde temos esse problema &#8211; deve ser considerado como uma op\u00e7\u00e3o para o futuro e para os dias atuais que estamos vivendo.  <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Com certeza. Mariolga, voc\u00ea gostaria de acrescentar algo a isso? <\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Eu diria primeiro que: &#8216;que bueno Caraballo que lo logramos, que entrara y que est\u00e1s ac\u00e1&#8217; (\u00f3timo que tenhamos conseguido Caraballo, que voc\u00ea tenha conseguido e esteja aqui).<\/p>\n\n<p>Gostaria de acrescentar que \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o para as comunidades marginalizadas ficarem frente a frente com outros setores de poder. Voc\u00ea sabe, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 lutando uma luta individual. Voc\u00ea est\u00e1 lutando uma luta coletiva e, em espanhol, &#8220;en la unidad esta la fuerza&#8221; (o poder est\u00e1 na unidade) e isso \u00e9 verdade porque voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 olhando para o banqueiro mais poderoso do seu pa\u00eds, como eu, Mariolga ou Jos\u00e9 Caraballo. Estamos olhando para algo como: temos 200 acres ao lado do seu distrito financeiro, portanto, fazemos parte dessa conversa e precisamos fazer parte dessa conversa, e voc\u00ea n\u00e3o pode pensar nessa cidade, no caso da cidade de San Juan, sem n\u00f3s. Voc\u00ea n\u00e3o pode pensar nessa cidade, no caso da cidade de San Juan, sem n\u00f3s, porque n\u00f3s movemos essa cidade dia a dia. Portanto, isso d\u00e1 a voc\u00ea o poder coletivo de fazer transforma\u00e7\u00f5es, criar uma pol\u00edtica e implement\u00e1-la e reivindicar a justi\u00e7a social para nossas comunidades e para os outros.     <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Excelente. Jos\u00e9, voc\u00ea gostaria de acrescentar algo a isso. <\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]<\/strong>  Oh, o que posso dizer. Voc\u00ea sabe, \u00e9 muito dif\u00edcil quando voc\u00ea tem de lutar por seus direitos. Voc\u00ea precisa, como diz a Mariolga, se organizar porque \u00e9 a \u00fanica forma que voc\u00ea tem de definir seus direitos e os direitos da comunidade. \u00c9 realmente dif\u00edcil, mas esse \u00e9 o come\u00e7o. Com o fundo de terra, esperamos que voc\u00ea consiga. E todo Porto Rico e os porto-riquenhos se juntariam a n\u00f3s nessa luta. E esperamos que, em todo o mundo, essas organiza\u00e7\u00f5es que s\u00e3o fundos fiduci\u00e1rios de terras consigam vencer as pessoas que est\u00e3o nos impedindo. S\u00f3 quero dizer que a Delia manda um al\u00f4 para voc\u00ea!       <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Ol\u00e1, Delia! \u00c9 \u00f3timo ouvir voc\u00eas dois e estou muito feliz por terem podido se juntar a n\u00f3s porque, como dissemos antes, nenhuma dessas discuss\u00f5es deveria ser realizada sem a presen\u00e7a dos residentes. Portanto, estamos muito, muito felizes por voc\u00eas estarem aqui conosco. <\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]<\/strong>  Essa \u00e9 uma das coisas pelas quais as pessoas precisam lutar: a participa\u00e7\u00e3o. Porque quando voc\u00ea tem participa\u00e7\u00e3o, a comunidade est\u00e1 envolvida em tudo. Voc\u00ea sabe, digamos, desde a coleta de lixo at\u00e9 a educa\u00e7\u00e3o e tudo o mais. Mas \u00e9 preciso haver participa\u00e7\u00e3o porque, se n\u00e3o houver participa\u00e7\u00e3o, voc\u00ea sabe que est\u00e3o for\u00e7ando as coisas pela sua garganta. Portanto, como parte do fundo de terras, voc\u00ea tem de lutar pela participa\u00e7\u00e3o, pois de que adianta ter um fundo de terras e n\u00e3o ter participa\u00e7\u00e3o no restante do governo ou no restante do pa\u00eds?    <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  \u00c9 exatamente isso. &#8220;La lucha continua&#8221;, como voc\u00ea sempre diz: a luta continua. <\/p>\n\n<p><strong>[Jos\u00e9]<\/strong>  Certo.<\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Don Caraballo, por suas opini\u00f5es aqui. Eu gostaria de passar para Bangladesh, para o Conselho de Minorias. Talvez voc\u00ea possa falar um pouco mais sobre a vis\u00e3o e as esperan\u00e7as das comunidades com as quais voc\u00ea trabalha ou das quais faz parte.  <\/p>\n\n<p><strong>[Khalid]<\/strong>  Claro, obrigado a voc\u00ea. Como eu disse, estamos vivendo em uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de um campo de refugiados h\u00e1 cerca de 48 anos. E as pessoas est\u00e3o lutando contra essa situa\u00e7\u00e3o insalubre. Portanto, agora n\u00e3o temos nenhuma quest\u00e3o legal &#8211; somos todos bengaleses -, ent\u00e3o as pessoas s\u00f3 t\u00eam esperan\u00e7a de que quando mudarem de acomoda\u00e7\u00e3o. A reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o mais importante. Portanto, as pessoas s\u00f3 t\u00eam esperan\u00e7a quando pensam: quando algu\u00e9m vir\u00e1 e mudar\u00e1 suas acomoda\u00e7\u00f5es, e elas come\u00e7ar\u00e3o a viver em moradias adequadas? Portanto, o que vimos nesse projeto: os jovens s\u00e3o muito otimistas e t\u00eam muito poder. Eles podem fazer algo na comunidade. Como voc\u00ea sabe, Bangladesh \u00e9 um pa\u00eds muito pobre e temos muitos problemas em Bangladesh, e h\u00e1 muitas favelas onde o povo bengali vive. H\u00e1 muito pouco interesse do governo em melhorar as moradias para os biharis e isso levar\u00e1 muito tempo e exigir\u00e1 muito financiamento. Portanto, estamos completamente cientes desse comportamento do governo. Ent\u00e3o, o que temos de fazer n\u00f3s mesmos? Essa \u00e9 a \u00fanica maneira. O CLT \u00e9 a \u00fanica maneira de trabalhar dentro da comunidade, envolver as pessoas da comunidade, e elas tentam fazer isso coletivamente e podem mudar suas vidas. Elas podem mudar suas acomoda\u00e7\u00f5es. Portanto, aqui tamb\u00e9m est\u00e1 um desafio. Quando come\u00e7amos esse projeto, encontramos duas diferen\u00e7as ideol\u00f3gicas. Os jovens n\u00e3o querem mais viver em um acampamento porque \u00e9 muito inseguro e insalubre. Mas a gera\u00e7\u00e3o mais velha adora viver l\u00e1, porque \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o com sua alma. Quase 48 anos se passaram e eles investiram. Eles investiram muito. Eles tentam construir seu pr\u00f3prio edif\u00edcio estrutural. Portanto, eles n\u00e3o querem se mudar desse lugar. Mas os jovens querem sair desse lugar e querem viver em uma boa situa\u00e7\u00e3o. Portanto, esses s\u00e3o os desafios. Mas estamos totalmente esperan\u00e7osos porque temos uma juventude poderosa. Temos a comunidade e agora a comunidade est\u00e1 muito unida em nome da reabilita\u00e7\u00e3o. Porque eles n\u00e3o t\u00eam nenhum problema no momento, exceto a reabilita\u00e7\u00e3o. Se a reabilita\u00e7\u00e3o for conclu\u00edda, eles ser\u00e3o facilmente assimilados pela sociedade. Por isso, temos de passar pelos jovens e pela gera\u00e7\u00e3o mais velha. Portanto, agora temos v\u00e1rios grupos de jovens, l\u00edderes comunit\u00e1rios e l\u00edderes de bloco. Estamos tentando aplicar esse projeto CLT nos acampamentos. Talvez no futuro possamos mudar o nome &#8211; mas a atitude e o comportamento ser\u00e3o o CLT &#8211; mas podemos dizer outro nome, como sociedade habitacional ou posse de terra para moradia. Mas estamos totalmente esperan\u00e7osos. Se conseguirmos ter sucesso com esse projeto no campo de Genebra e em Adam Gee, ent\u00e3o replicaremos esse modelo em outro. Porque temos 116 acampamentos. Portanto, isso n\u00e3o se esgota nos campos de prova. Adam Gee e o Acampamento de Genebra. Temos de seguir em frente.                                       Porque esse ser\u00e1 o modelo e o projeto piloto. Se voc\u00eas forem bem-sucedidos, os outros moradores do acampamento estar\u00e3o realmente dispostos a iniciar esse modelo ou esse mecanismo em seu acampamento. Portanto, espero que tenhamos sucesso no futuro pr\u00f3ximo com isso. Estamos no come\u00e7o, e o principal \u00e9 que, voc\u00ea sabe, o CLT \u00e9 um conceito muito novo em Bangladesh. N\u00e3o h\u00e1 nenhum projeto de CLT em Bangladesh. N\u00f3s acabamos de come\u00e7ar. Portanto, \u00e9 um conceito muito novo para a comunidade, bem como para o especialista e a comunidade de Bangladesh. Portanto, h\u00e1 uma amea\u00e7a, mas temos esperan\u00e7a de que conseguiremos fazer alguma coisa, algumas mudan\u00e7as afirmativas nessa comunidade. E, depois, vamos avan\u00e7ar com a outra comunidade e os outros campos tamb\u00e9m. Obrigado a voc\u00ea.         <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Khalid, e eu realmente desejo a voc\u00ea tudo de bom nesse projeto e tamb\u00e9m quero que voc\u00ea saiba que, \u00e9 claro, essa rede internacional que est\u00e1 aqui hoje &#8211; estamos aqui para apoiar no que pudermos. Esse \u00e9 um esfor\u00e7o realmente grande que voc\u00ea est\u00e1 fazendo. Por fim, gostaria de passar novamente para o Brasil, para a Theresa. Talvez voc\u00ea possa falar um pouco mais sobre a vis\u00e3o e as esperan\u00e7as das comunidades com as quais voc\u00ea trabalha?   <\/p>\n\n<p><strong>[Theresa]<\/strong>  Linha de agradecimento. Bem, primeiro eu gostaria de terminar &#8230; porque, bem, primeiro \u00e9 importante observar que somos o \u00fanico pa\u00eds aqui que n\u00e3o tem o ingl\u00eas como idioma oficial&#8230; portanto, \u00e9 muito raro que os l\u00edderes comunit\u00e1rios e as favelas falem ingl\u00eas. Portanto, o que vou fazer \u00e9 mostrar alguns v\u00eddeos de l\u00edderes comunit\u00e1rios na semana passada refletindo sobre o projeto CLT. Mas, primeiro, deixe-me dizer que, em termos de desafios &#8211; porque n\u00e3o chegamos l\u00e1 &#8211; como foi mencionado aqui, h\u00e1 alguns pa\u00edses onde n\u00e3o h\u00e1 CLT. Assim como em Porto Rico, demorou um pouco para introduzir o conceito. Eles tiveram que literalmente pensar sobre isso desde o in\u00edcio. N\u00f3s estamos na mesma situa\u00e7\u00e3o. Portanto, tivemos que basicamente pensar nos CLTs desde o in\u00edcio. E isso tem sido um desafio, obviamente, introduzir algo que \u00e9 totalmente novo. No entanto, acho que nos sa\u00edmos muito bem nesse aspecto e o interesse tem aumentado. Em termos de outros desafios: o preconceito pr\u00e9-existente em rela\u00e7\u00e3o a t\u00edtulos individuais. Acho que todo mundo sabe disso. Isso \u00e9 algo que estamos superando melhor do que esper\u00e1vamos. Mas, provavelmente, o maior problema aqui no Rio \u00e9 o crime organizado &#8211; mil\u00edcias e traficantes de drogas nas comunidades. Al\u00e9m disso, a complexidade das favelas aqui. Algumas delas podem ter &#8211; voc\u00ea sabe, a maior favela tem 200.000 pessoas. Portanto, se estivermos pensando em ampliar os CLTs &#8211; e \u00e9 por isso que come\u00e7amos com esses pequenos pilotos. Ent\u00e3o, vou mostrar um v\u00eddeo da semana passada. Na semana passada, organizamos um evento #UrbanOctober com l\u00edderes comunit\u00e1rios de quatro favelas falando sobre o projeto CLT aqui no Rio. Se algu\u00e9m quiser conferir o v\u00eddeo mais tarde, posso fornecer o link. \u00c9 claro que est\u00e1 em portugu\u00eas. Ent\u00e3o, vou mostrar aqui alguns pequenos trechos de seus coment\u00e1rios. Espero que voc\u00eas consigam ouvi-los. Desculpe, este \u00e9 o A\u00edlton, acho que \u00e9 o A\u00edlton&#8230; oh, desculpe, colocamos no lugar errado. Ent\u00e3o, esta \u00e9 a Neide Belem Mattos do Grupo Esperan\u00e7a, espero que voc\u00ea consiga ouvir.                        <\/p>\n\n<p>Por isso, ela diz que as CLTs s\u00e3o uma base s\u00f3lida que permitir\u00e1 que ela tenha seus direitos \u00e0 terra e os transmita a seus filhos. Vou vir aqui, acho que esse \u00e9 o A\u00edlton. <\/p>\n\n<p>Ent\u00e3o, A\u00edlton est\u00e1 falando sobre a viagem do ano passado em que Paolo, que \u00e9 o presidente da associa\u00e7\u00e3o de moradores de Trapicheiros, p\u00f4de participar do interc\u00e2mbio internacional em Porto Rico e como isso foi transformador, e como uma coisa era ouvir sobre o CLT e outra coisa era v\u00ea-lo em pr\u00e1tica. E essa \u00e9 realmente uma de nossas grandes lutas aqui: at\u00e9 que tenhamos um piloto, at\u00e9 que tenhamos um exemplo concreto localmente &#8211; ainda \u00e9 te\u00f3rico. Mas, como mencionei, estamos superando esse obst\u00e1culo. Cada vez mais as pessoas est\u00e3o compreendendo o potencial, e muito disso se deve ao exemplo do Ca\u00f1o. E, finalmente, aqui est\u00e1 Maria Da Penha, da Vila Aut\u00f3dromo. Mencionei anteriormente sua comunidade que foi em grande parte despejada para as Olimp\u00edadas, mas alguns dos moradores conseguiram ficar, inclusive ela. E aqui est\u00e1 ela falando sobre sua participa\u00e7\u00e3o no grupo de trabalho do CLT e no CLT em geral.      <\/p>\n\n<p>Desculpe-me por isso. N\u00e3o sei quanto tempo temos&#8230; Penha estava falando sobre como ela espera que a CLT se torne uma realidade no Rio, porque ela v\u00ea muito potencial nela como um instrumento, e que ela mal pode esperar para ver, para ter um caso concreto. E ela espera que isso tamb\u00e9m aconte\u00e7a em sua comunidade. Ela tamb\u00e9m mencionou Indiana, que \u00e9 outra favela que tem sido muito ativa no Grupo de Trabalho, mas \u00e9 muito grande, ent\u00e3o come\u00e7amos com comunidades menores nesse meio tempo.    <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Theresa, foi muito bom ouvir essas pessoas e muito obrigado a voc\u00ea por preparar os v\u00eddeos, foi muito bom. Ent\u00e3o, de fato, lembramos de tudo isso: no coletivo est\u00e1 a for\u00e7a. E acho que todos voc\u00eas est\u00e3o fazendo grandes esfor\u00e7os e gostaria de repetir mais uma vez que acho que a rede internacional que est\u00e1 crescendo e crescendo est\u00e1 aqui para apoiar todos esses esfor\u00e7os. E acho que devemos continuar com o interc\u00e2mbio. J\u00e1 passamos um pouco do tempo, mas gostaria de passar agora para algumas das perguntas que voc\u00ea fez na caixa de perguntas e respostas. Sei que h\u00e1 uma pergunta que n\u00e3o foi feita na caixa de perguntas e respostas, mas que agora est\u00e1 no bate-papo, ent\u00e3o gostaria de come\u00e7ar talvez com a pergunta de uma de nossas participantes, Lourdes Perez, de Porto Rico. Ela est\u00e1 perguntando: quais s\u00e3o os desafios e os benef\u00edcios de abordar a implementa\u00e7\u00e3o de infraestruturas, de todos os tipos, por meio de um CLT, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s abordagens t\u00edpicas de cima para baixo. Quem gostaria de dizer algo sobre isso? Talvez Mariolga possa dizer algo a respeito? Mas talvez alguns dos outros, mas vamos come\u00e7ar com Mariolga.         <\/p>\n\n<p>Acho que \u00e9 uma esp\u00e9cie de dois lados &#8211; voc\u00ea tem mais controle sobre o processo de projeto e o processo de implementa\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o das obras. Mas tamb\u00e9m pode ser cativante, pois o governo pode dizer: &#8220;M\u00e3os \u00e0 obra! porque voc\u00ea \u00e9 privado&#8221;. Como voc\u00ea administra mais de 200 acres de terra no momento e \u00e9 privado, e deixou bem claro para n\u00f3s que \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o privada comunit\u00e1ria, v\u00e1 em frente e fa\u00e7a voc\u00ea mesmo. E eles podem tentar fazer isso em algum momento de nossa hist\u00f3ria futura, porque esse \u00e9 um processo longo, e acho que isso poderia ser um &#8220;talon de Aquiles&#8221; (cura de Aquiles), Lourdes&#8230; y saludos! Mas tamb\u00e9m acho que isso d\u00e1 a voc\u00ea a for\u00e7a para trazer outras pessoas para a mesa e provar que as coisas podem ser feitas e podem ser feitas corretamente. No momento, estamos projetando e executando &#8216;un plan maestro de infraestructura&#8217; (plano mestre de infraestrutura). Estamos projetando todos os elementos de infraestrutura verde que far\u00e3o parte do projeto de infraestrutura para o futuro das comunidades e os projetos finais para podermos construir essa infraestrutura, esperamos que com os fundos do CDBG, que s\u00e3o os fundos de recupera\u00e7\u00e3o. Gostaria de acrescentar uma linha \u00e0 primeira pergunta que estava na caixa de perguntas e respostas, para que eu use a vez uma vez &#8211; de Katie Pickett. Eu diria que o fato \u00e9 que temos vis\u00f5es diferentes de progresso e desenvolvimento. E isso \u00e9 um problema. Porque para muitas pessoas, muitos desenvolvedores, muitas pessoas no governo e no setor privado, progresso e desenvolvimento \u00e9 simplesmente pegar uma m\u00e1quina e lavar todas essas pessoas do lugar. E depois lidamos com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e todos esses tipos de coisas e t\u00f3picos &#8211; que voc\u00ea pode lidar com eles com as pessoas na mesa. As pessoas t\u00eam solu\u00e7\u00f5es para isso, e voc\u00ea precisa ouvir todas as vozes. No nosso caso, todos os nossos planos e todos os nossos projetos contemplam a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o aumento do n\u00edvel do mar, e tamb\u00e9m s\u00e3o m\u00e9todos ou processos de mitiga\u00e7\u00e3o em si.            <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Mariolga, e tamb\u00e9m por responder \u00e0 pergunta de Katie Pickett sobre poss\u00edveis barreiras de mudan\u00e7a para a implementa\u00e7\u00e3o e se elas incluem desastres naturais e n\u00e3o naturais, que infelizmente \u00e9 algo com que todos os projetos aqui presentes t\u00eam experi\u00eancia. Gostaria de passar para a pr\u00f3xima pergunta, que \u00e9 sobre o Brasil. Essa \u00e9 uma pergunta de Shoko Sakuma: o Brasil \u00e9 frequentemente citado, segundo ele, como um bom exemplo de pa\u00eds que reconhece a fun\u00e7\u00e3o social da terra nos estatutos constitucionais da cidade. No entanto, parece que os despejos de moradores informais continuam. Qu\u00e3o fortes s\u00e3o as prote\u00e7\u00f5es contra despejos no Brasil? O reconhecimento da fun\u00e7\u00e3o social facilita para os CLTs? Ent\u00e3o, talvez, Theresa, voc\u00ea possa dizer algo sobre isso?      <\/p>\n\n<p><strong>[Theresa]<\/strong>  Sim, n\u00e3o cheguei a mencionar isso, mas com certeza &#8211; o Brasil tem fortes direitos de posseiros em teoria. A Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea a usucapi\u00e3o por cinco anos em \u00e1reas urbanas, o que se aplica a terras privadas, e o direito de permanecer em terras p\u00fablicas ap\u00f3s esse per\u00edodo, lutando pela concess\u00e3o de uso e assim por diante. Mas tamb\u00e9m temos as \u00c1reas de Especial Interesse Social, que s\u00e3o obrigat\u00f3rias em n\u00edvel nacional, e onde as \u00e1reas locais marcam regi\u00f5es, principalmente favelas, como \u00e1reas favor\u00e1veis ou reservadas para moradias populares. E tamb\u00e9m s\u00e3o mais brandas em termos de normas de zoneamento para reconhecer a constru\u00e7\u00e3o informal, desde que seja segura. Portanto, voc\u00ea tem leis diferentes. H\u00e1 outras leis tamb\u00e9m em n\u00edvel local. H\u00e1 a lei org\u00e2nica municipal local. H\u00e1 uma s\u00e9rie de leis que, em teoria, deveriam proteger os residentes. At\u00e9 certo ponto, elas protegem. Mas, ao mesmo tempo, como voc\u00ea disse, no per\u00edodo pr\u00e9-ol\u00edmpico, 80.000 pessoas foram despejadas de suas casas, e mesmo com todas essas leis em vigor. O que acontece na pr\u00e1tica geralmente \u00e9 muito diferente do que est\u00e1 legalmente estabelecido. Portanto, raramente essas leis, pelo menos no Rio, se transformam em t\u00edtulos f\u00edsicos. Portanto, \u00e9 muito dif\u00edcil para as comunidades se protegerem. Temos uma institui\u00e7\u00e3o incr\u00edvel, a Defensoria P\u00fablica, que tem um n\u00facleo de Habita\u00e7\u00e3o e Direito \u00e0 Terra que faz um trabalho incr\u00edvel na defesa dessas comunidades. Mas as press\u00f5es s\u00e3o realmente extremas, e as comunidades t\u00eam que provar isso. E, por exemplo, a usucapi\u00e3o, apesar de ser uma exig\u00eancia constitucional, se uma comunidade como a dos Trapicheiros &#8211; que tem direito \u00e0 usucapi\u00e3o &#8211; tiver toda a documenta\u00e7\u00e3o em ordem para iniciar o processo legalmente, pode levar de 15 a 20 anos para obter esse documento. Portanto, dito isso com o projeto CLT, \u00e9 ben\u00e9fico que tenhamos essas leis nos livros, pois podemos nos referir a elas e podemos adaptar a lei e uni-las de determinadas maneiras. Temos um entendimento comum de que elas s\u00e3o favor\u00e1veis, que as pessoas devem obter seus direitos \u00e0 terra, que essas \u00e1reas devem ser tratadas de maneira especial. Portanto, essas s\u00e3o quest\u00f5es que est\u00e3o em constante di\u00e1logo, com certeza. E tamb\u00e9m, algu\u00e9m que est\u00e1 aqui na plateia, se algu\u00e9m quiser entrar em contato com Tarcyla Fidalgo &#8211; ela \u00e9 a advogada que est\u00e1 supervisionando o trabalho legislativo que estamos fazendo aqui no Rio.                   <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Excelente, muito obrigado a voc\u00ea. Gostaria de perguntar rapidamente \u00e0 Mariangela como estamos indo em rela\u00e7\u00e3o ao tempo. Temos v\u00e1rias outras perguntas que considero muito interessantes e gostaria de saber se voc\u00ea pode exceder o tempo em cinco minutos.  <\/p>\n\n<p><strong>[Mariangela]<\/strong>  Sim, podemos estender por mais cinco minutos e, para que todos saibam o nosso tempo final, espero que todos estejam de acordo em ficar mais cinco minutos a bordo. Muito obrigado a voc\u00ea. <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Obrigado, ent\u00e3o gostaria de passar para a pr\u00f3xima pergunta que temos aqui, que \u00e9 de Richard Kruger Delgado, que tamb\u00e9m \u00e9 de Porto Rico. Acho que ele est\u00e1 perguntando: quais foram os desafios enfrentados ao comunicar, educar os residentes e os parceiros do governo local sobre o modelo CLT? Quais eram as principais preocupa\u00e7\u00f5es dos residentes e quais eram as preocupa\u00e7\u00f5es dos parceiros do governo local? Na verdade, seria interessante se Khalid pudesse dizer algo sobre isso?   <\/p>\n\n<p><strong>[Khalid]<\/strong>  Sim, essa \u00e9 uma pergunta importante, pelo que acreditamos. Porque quando come\u00e7amos a falar sobre o TTC com os moradores do acampamento, primeiro organizamos quatro tipos de grupos de discuss\u00e3o com foco, separadamente com homens, mulheres, jovens, meninas e meninos. Portanto, quando come\u00e7amos a falar sobre a CLT, esse era um conceito novo para eles. Eles se sentem amea\u00e7ados porque est\u00e3o morando nesse lugar e, muitas vezes, enfrentam o despejo do governo. Ent\u00e3o, eles simplesmente nos acusam de que essa \u00e9 a forma de despejo. Se voc\u00ea continuar com isso, talvez sejamos despejados pelo governo. Portanto, eles fazem esse tipo de pergunta. E a coisa mais importante que eles levantam \u00e9 que seu sustento est\u00e1 totalmente relacionado a esse lugar. Portanto, as pessoas est\u00e3o vivendo na \u00e1rea urbana. Portanto, se esse tipo de projeto for implementado fora do acampamento e fora da cidade, ser\u00e1 um grande desafio para eles, pois seu sustento \u00e9 totalmente baseado nessa \u00e1rea circundante. Al\u00e9m disso, o que eles pensam \u00e9: eles investiram muito dinheiro agora. No acampamento de Genebra, a maioria das pessoas construiu um pr\u00e9dio estrutural e investiu cerca de 500.000 taka. Eles est\u00e3o preocupados com o fato de que, se seguirmos com esse modelo CLT, perderemos nosso dinheiro investido. Portanto, estamos enfrentando esse tipo de amea\u00e7a e as pessoas da comunidade est\u00e3o pensando nisso. Mas, como n\u00e3o estamos nos aproximando do governo local no momento, n\u00e3o temos nenhuma ideia das preocupa\u00e7\u00f5es deles. Esperamos que, da pr\u00f3xima vez, tamb\u00e9m nos envolvamos com o governo local e possamos observar sua experi\u00eancia. Obrigado a voc\u00ea.                <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Muito obrigado, Khalid. H\u00e1 uma pr\u00f3xima pergunta que est\u00e1 muito relacionada ao que acabamos de falar, ent\u00e3o sugiro que voc\u00ea passe para outra. Vejo tamb\u00e9m que nosso colega Geoffrey Payne fez a pergunta na caixa de bate-papo. At\u00e9 que ponto, ele est\u00e1 perguntando, a expans\u00e3o dos CLTs em um determinado pa\u00eds exige uma estrutura legal, al\u00e9m do apoio da comunidade local? Acho que essa \u00e9 uma pergunta muito importante, e \u00e9 algo que discutimos muito em nossas redes. Ent\u00e3o, n\u00e3o sei, talvez voc\u00ea possa dizer algo sobre isso, Mariolga?     <\/p>\n\n<p><strong>[Mariolga]<\/strong>  Bem, a primeira coisa \u00e9 que voc\u00ea tem que fazer essa pergunta: voc\u00ea precisa de legisla\u00e7\u00e3o? \u00c9 necess\u00e1rio fazer isso ou voc\u00ea tem uma estrutura legal ou tem pol\u00edticas existentes que voc\u00ea pode &#8220;amarrar&#8221; e fazer um processo de recupera\u00e7\u00e3o com a legisla\u00e7\u00e3o existente. Acho que a primeira coisa a fazer \u00e9 analisar se essa \u00e9 uma etapa necess\u00e1ria ou n\u00e3o. E, de acordo com essa an\u00e1lise, que \u00e9 muito particular em cada contexto, n\u00e3o h\u00e1 uma resposta geral. No nosso caso, em Porto Rico, n\u00e3o t\u00ednhamos uma estrutura que nos permitisse fazer as coisas que as pessoas estavam projetando no processo de planejamento participativo e n\u00e3o t\u00ednhamos uma lei ou uma estrutura que fosse semelhante ao modelo CLT. Portanto, precis\u00e1vamos criar uma legisla\u00e7\u00e3o para isso. Mas em outros contextos, talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha uma legisla\u00e7\u00e3o existente e s\u00f3 precisar\u00e1 de uma grande estrat\u00e9gia para coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica para as pessoas. N\u00e3o sei se isso responde \u00e0 sua pergunta       <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  Definitivamente. Don Caraballo, se voc\u00ea ainda estiver aqui, talvez queira acrescentar algo a isso? N\u00e3o sei se a conex\u00e3o est\u00e1 boa&#8230; se n\u00e3o estiver, podemos passar para a pr\u00f3xima pergunta&#8230;. oh sorry, vamos passar para a pr\u00f3xima pergunta. Talvez e se Caraballo voc\u00ea ainda estiver aqui, sinta-se \u00e0 vontade para participar. Ent\u00e3o, a pr\u00f3xima pergunta \u00e9, deixe-me ver, quero perguntar a todos os membros do painel: desenvolvimento de moradias, demandas p\u00fablicas, ou essas palavras que soam bem, s\u00e3o sempre o principal motivo de despejo? Por outro lado, sabemos juntos que tirar o direito de algu\u00e9m sem consentimento \u00e9 algo contra os direitos humanos, mas quem vai punir o governo ou a pr\u00f3pria lei&#8230;       <\/p>\n\n<p><strong>[Mariangela]<\/strong>  Line, sinto muito por ter que interromper, apesar de ser uma pergunta muito interessante, mas ela vai se estender por mais tempo. Portanto, pe\u00e7o desculpas \u00e0 pessoa que postou uma pergunta interessante, mas vamos encerrar. <\/p>\n\n<p><strong>[Line]<\/strong>  E, de fato, h\u00e1 algumas outras perguntas, mas o que poder\u00edamos fazer \u00e9 respond\u00ea-las mais tarde, por escrito, ou, obviamente, poder\u00edamos fazer um webinar de acompanhamento em algum momento. Mas, de fato, vou pass\u00e1-las para a Mariangela. Infelizmente, n\u00e3o temos tempo para responder \u00e0s outras perguntas. Vou passar para a Mariangela para que ela fa\u00e7a algumas observa\u00e7\u00f5es finais. Obrigado a voc\u00ea.    <\/p>\n\n<p><strong>[Mariangela]<\/strong>  Muito obrigado a voc\u00ea, Line. Sim, \u00e9 uma tarefa muito dif\u00edcil e frustrante encerrar as coisas, \u00e0s vezes, quando voc\u00ea sabe que h\u00e1 tantas coisas interessantes sobre as quais ainda se pode falar. Mas eu realmente gostaria de agradecer a todos os participantes do painel por compartilharem suas experi\u00eancias, e tamb\u00e9m aos residentes que puderam contribuir por v\u00eddeo, e \u00e9 \u00f3timo que tenhamos conseguido ouvir um pouco de Jos\u00e9 Caraballo. O bom \u00e9 que, na verdade, compartilharemos alguns links e tamb\u00e9m h\u00e1 um v\u00eddeo em que ele aparece, portanto, infelizmente, n\u00e3o pudemos ouvi-lo tanto quanto quer\u00edamos hoje, mas essa tamb\u00e9m \u00e9 uma maneira de ouvir um pouco mais. E muito obrigado, Line, por ter organizado tudo t\u00e3o bem, e tamb\u00e9m aos participantes que se conectaram de todo o mundo hoje. \u00c9 \u00f3timo contar com voc\u00eas. Tamb\u00e9m gostaria de agradecer \u00e0s minhas colegas Celeste, Mariana e \u00e0 nossa equipe de comunica\u00e7\u00e3o, Ed e Elena, que trabalharam nos bastidores para que esse evento acontecesse. E tamb\u00e9m aos nossos parceiros da Rede CoHabitat, em especial \u00e0 UrbaMonde Cooperative Housing International e ao Center for CLT Innovation, pois todos ajudaram muito no compartilhamento e na realiza\u00e7\u00e3o de tudo isso. E, como tudo em moradias lideradas pela comunidade, as coisas sempre saem melhores quando voc\u00ea colabora, ent\u00e3o acho que esse \u00e9 um \u00f3timo exemplo.        <\/p>\n\n<p>Ent\u00e3o, estamos terminando, mas antes de irmos embora, gostaria de compartilhar alguns recursos que voc\u00ea pode achar interessantes sobre os temas de que falamos hoje. Portanto, em primeiro lugar, no bate-papo, compartilharemos alguns dos links para os sites de todas essas organiza\u00e7\u00f5es no v\u00eddeo que mencionei, para que voc\u00ea possa saber mais sobre elas, mas tamb\u00e9m gostaria de mencionar o livro: &#8220;On Common Ground: International Perspectives on the Community Land Trust&#8221; (Perspectivas internacionais sobre o Community Land Trust), do Center for CLT Innovation, coeditado por Line, juntamente com John Davis, que est\u00e1 presente aqui, e Maria Hernandez-Torrales, que tamb\u00e9m est\u00e1 envolvida no Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a Community Land Trust. E todos os projetos desse webinar est\u00e3o descritos nesse livro, juntamente com muitos outros community land trusts de todo o mundo, que est\u00e3o situados em diferentes lugares e contextos e lidam com diferentes quest\u00f5es. Ele tamb\u00e9m inclui alguns sistemas que funcionam essencialmente como Community Land Trusts, mas que podem ser sistemas tradicionais que talvez n\u00e3o se autodenominem Community Land Trust, mas que est\u00e3o fazendo mais ou menos a mesma coisa. Portanto, se voc\u00ea quiser aprender sobre eles tamb\u00e9m, esse \u00e9 um \u00f3timo lugar para fazer isso. E ele est\u00e1 repleto de joias habitacionais lideradas pela comunidade. E, em geral, o site do Center for CLT Innovation tamb\u00e9m est\u00e1 repleto de v\u00eddeos, atualiza\u00e7\u00f5es, recursos &#8211; portanto, se voc\u00ea quiser saber mais sobre o que est\u00e1 acontecendo globalmente nas CLTs, esse tamb\u00e9m \u00e9 um bom lugar para procurar. Eu tamb\u00e9m gostaria de incentiv\u00e1-lo a assinar o boletim informativo da World Habitat &#8211; portanto, se voc\u00ea acessar nosso site e depois na parte inferior da p\u00e1gina, poder\u00e1 se inscrever l\u00e1. E, em particular, colaboramos com todos os projetos aqui, portanto, voc\u00ea poder\u00e1 ouvir mais sobre eles. Tamb\u00e9m estamos lan\u00e7ando um Relat\u00f3rio de Impacto para o Programa Global de Habita\u00e7\u00e3o Liderada pela Comunidade, portanto, voc\u00ea poder\u00e1 explorar mais essas e outras parcerias nesse relat\u00f3rio, que deve ser publicado mais ou menos em algumas semanas. Por fim, tamb\u00e9m gostaria de mencionar a CoHabitat Network, pois ela \u00e9 uma \u00f3tima maneira de voc\u00ea se conectar a Community Land Trusts e a outros projetos de moradia liderados pela comunidade, como cooperativas, experi\u00eancias de poupan\u00e7a comunit\u00e1ria e muito mais, al\u00e9m de criar oportunidades de aprendizado entre colegas e de ter desenvolvido um conjunto \u00fatil de ferramentas para voc\u00ea se envolver. Portanto, eu recomendaria que voc\u00ea desse uma olhada nisso tamb\u00e9m. Por hoje \u00e9 s\u00f3. Muito obrigado a voc\u00ea por estar conosco. Este evento foi gravado e estar\u00e1 dispon\u00edvel no canal do YouTube da World Habitat mais ou menos amanh\u00e3 ou, de qualquer forma, muito em breve. Obrigado a todos voc\u00eas, fiquem bem e esperamos nos conectar no futuro.               <\/p>\n\n<p><strong>[Everyone]<\/strong>  Obrigado a voc\u00ea, adeus a todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 29 de outubro de 2020, a World Habitat apresentou um painel de discuss\u00e3o com foco no papel do fundo comunit\u00e1rio de terras na garantia dos direitos \u00e0 terra para os moradores de assentamentos informais. Entre os participantes do painel estavam: Mariolga Juli\u00e1 Pacheco e Don Jos\u00e9 Caraballo, do CLT Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, Porto Rico; Theresa Williamson, do CLT Favela \/ Comunidades Catalisadoras, Brasil; e Khalid Hussain e Rabeya Rahman, do Community-Led Development of the Urdu-Speaking Bihari Camps, Bangladesh. 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Entre os participantes do painel estavam: Mariolga Juli\u00e1 Pacheco e Don Jos\u00e9 Caraballo, do CLT Ca\u00f1o Mart\u00edn Pe\u00f1a, Porto Rico; Theresa Williamson, do CLT Favela \/ Comunidades Catalisadoras, Brasil; e Khalid Hussain e Rabeya Rahman, do Community-Led Development of the Urdu-Speaking Bihari Camps, Bangladesh. O moderador foi Line Algoed, do Center for CLT Innovation (e co-editor do On Common Ground: International Perspectives of Community Land Trusts). 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